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Rice prega mais reformas democráticas na América Latina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou nesta quarta-feira, durante discurso em Brasília, que a democracia latino-americana precisa ser fortalecida para garantir o desenvolvimento da região. "Os Estados Unidos estão comprometidos com o sucesso da democracia na América Latina", disse Rice. "O maior desafio para o Brasil, e para todas as democracias latino-americanas, é ajudar a tirar da pobreza milhões de pessoas na região." "As respostas serão encontradas em mais reformas democráticas, não em menos", acrescentou a condutora da política externa do governo Bush. "As bênçãos da democracia chegam para todos que têm fé nos princípios da democracia." De acordo com Condoleezza Rice, há hoje na América Latina uma dedicação à democracia que não existia há 25 anos, "quando 14 ditaduras militares ainda oprimiam seus povos". O discurso da secretária de Estado americana sobre os benefícios da democracia também incluiu uma descrição do modelo considerado ideal pelos Estados Unidos. "A democracia deve garantir a segurança, ajudar a criar prosperidade e defender a dignidade humana", disse Rice. "Esses três princípios – segurança, prosperidade e dignidade – são essenciais para a saúde de todas as democracias." Segurança e pobreza No discurso que encerrou a sua visita ao Brasil, Condoleezza Rice também elogiou a atuação do presidente colombiano, Álvaro Uribe, nos esforços para combater o narcotráfico na Colômbia, com a ajuda dos Estados Unidos. Depois de deixar Brasília, a secretária de Estado americana embarcou para Bogotá, onde se reuniria com Uribe, na segunda etapa de seu giro pela América Latina – que inclui ainda visitas ao Chile e a El Salvador. Ainda no Brasil, Rice disse que o governo brasileiro está trabalhando, em parceria com Argentina, Paraguai e os Estados Unidos, "para manter a tríplice fronteira livre de atividades ilegais". A secretária americana também defendeu o empenho dos Estados Unidos nos esforços de ajuda aos países mais pobres. Mas, de acordo com Rice, a assistência, para ser efetiva, precisa ser direcionada a governos honestos. "A corrupção é um obstáculo para todas as economias e um imposto para os pobres", afirmou. "Todas as autoridades que roubam de seus povos devem ser levadas à Justiça." Venezuela Assim como no primeiro dia da visita ao Brasil, Condoleezza Rice evitou fazer referências específicas à Venezuela ou ao Equador ao defender o fortalecimento da democracia na América Latina. A secretária de Estado americana também negou que o Brasil esteja atuando como uma espécie de mediador para o diálogo entre Estados Unidos e Venezuela. "Não há a necessidade de intermediar o diálogo entre membros da comunidade latino-americana", disse Rice. "O objetivo de todos nós deve ser garantir o respeito à carta democrática da OEA (Organização dos Estados Americanos)." De acordo com a secretária americana, a carta é clara ao afirmar que líderes eleitos democraticamente têm que governar de forma democrática. Condoleezza Rice afirmou ainda que a dúvida americana sobre a situação na Venezuela é uma preocupação com o que acontecerá com os "processos e oportunidades" da democracia no país. "Vai haver uma imprensa livre? Vai haver uma oportunidade para a oposição se mobilizar? Como o Congresso será tratado? O que acontece com as pessoas que criticam o governo?", questionou. "Esses são valores essenciais que destacam a transformação democrática que está ocorrendo nessa região e em todo o mundo." |
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