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Rice cobra democracia mais forte na América Latina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou nesta terça-feira, durante entrevista coletiva em Brasília, que é preciso fortalecer a democracia nos países da América Latina que exibem sinais de fragilidade. Apesar de reconhecer que a região passou por um “marcante desenvolvimento” nos últimos 20 anos, a secretária de Estado do governo Bush disse que os países da região precisam garantir o respeito às regras democráticas estabelecidas pela OEA (Organização dos Estados Americanos). “Nós temos nesse hemisfério uma carta democrática”, afirmou Rice. “E essa carta democrática é, na verdade, muito clara quanto às obrigações dos governos eleitos democraticamente de governar de maneira democrática.” A declaração da secretária americana, durante o primeiro dia de sua visita ao Brasil, foi a resposta a uma pergunta sobre a instabilidade política em países como o Equador, a Bolívia e a Venezuela. “Há desafios políticos, econômicos e sociais que fizeram esses Estados democráticos muito frágeis”, acrescentou Rice. “É nossa responsabilidade, como membros do hemisfério associados à carta democrática, tentar ajudar esses Estados a superar essas dificuldades.” Venezuela Condoleezza Rice evitou críticas específicas à Venezuela e afirmou que “todos querem uma Venezuela livre e completamente democrática”. “O caso da Venezuela não é um caso entre os Estados Unidos e a Venezuela ou entre a Venezuela e o Brasil”, disse. “É um caso sobre liberdade, democracia e instituições que são direitos do povo venezuelano.” O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que também participou da coletiva, afirmou que Brasil e Estados Unidos concordam que a situação na Venezuela deve se desenvolver sempre de “maneira democrática e harmônica”. “Nós sabemos que, como em qualquer outra sociedade, existem problemas, e que esses problemas devem ser discutidos pelo povo da Venezuela”, disse Amorim. “E o que nós pudermos fazer para ajudar no encaminhamento positivo, sempre respeitando a soberania venezuelana, nós faremos”, acrescentou. Alca Amorim também tentou explicar a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na semana passada, disse que o governo brasileiro tirou a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) “da pauta”. “Quando o presidente Lula disse que o assunto da Alca foi retirado da pauta, ele estava se referindo ao fato de que tinha sido retirado da pauta dos jornalistas, porque tinha deixado de ser um assunto polêmico e ideológico de saber quem é pró-Alca e quem é contra Alca”, disse o chanceler. De acordo com o ministro, a criação da Alca depende, na verdade, de um acordo sobre como negociar a área de livre comércio de uma maneira que seja boa tanto para o Brasil como para os Estados Unidos. A secretária de Estado americana afirmou que a “Alca é uma iniciativa importante” e que os Estados Unidos vão buscar avanços na negociação com os países da região, assim como em outras iniciativas que estimulem o livre comércio. “O livre comércio é importante porque é um dos mais importantes motores para o crescimento econômico”, afirmou Rice. “E todos os países precisam de crescimento econômico para atender sua população.” |
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