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Papel do Brasil e crises na região dominam visita de Rice | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O "fortalecimento" do papel do Brasil na América Latina e as crises na região dominaram os encontros entre a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim. Nas questões regionais, Rice e Amorim teriam discutido especificamente a transição política no Haiti e a crise no Equador. "Os Estados Unidos dão as boas-vindas ao fortalecimento do papel do Brasil, demonstrado de muitas maneiras, inclusive na excelente trabalho que o Brasil tem feito ao liderar a missão da ONU no Haiti", afirmou Rice, em entrevista coletiva depois do encontro com o ministro. "Discutimos o Equador e discutimos o fato de que há uma missão da OEA (Organização dos Estados Americanos) tentando ajudar o povo do Equador a encontrar uma maneira de avançar no processo constitucional e democrático." Venezuela Quando as perguntas se voltaram para a Venezuela, Rice disse que os assuntos referentes ao país "não são assuntos entre os EUA e a Venezuela ou entre a Venezuela e o Brasil". "São assuntos sobre liberdade, democracia e instituições a que o povo venezuelano tem direito." "Todos queremos uma Venezuela livre e completamente democrática. Isso é o que esse hemisfério deveria ser." Já Amorim, que a acompanhou na entrevista, disse que o Brasil respeita a soberania venezuelana e tem "interesse que a situação lá se desenvolva sempre e cada vez mais de maneira democrática e harmônica". O chanceler também tentou justificar a declaração de o presidente Lula de que a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) havia sido retirada da pauta. "Quando o presidente Lula disse que o assunto da Alca foi retirado da pauta, e pauta é uma palavra jornalística, ele estava se referindo ao fato de que tinha sido retirado da pauta dos jornalistas porque tinha deixado de ser um assunto polêmico e ideológico de saber quem é pró-Alca e quem é contra Alca." Segundo o chanceler, a questão "não é saber quem é pró-Alca ou quem é contra Alca" e sim como negociar uma Alca "que seja boa para os dois lados". Rice, por sua vez, definiu a Alca como "um acordo importante" e disse que os Estados Unidos vão continuar a discutir como reenergizar as negociações. No seu primeiro dia de visita ao Brasil, a secretária de Estado americana também se reuniu com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. A audiência com o presidente começou por volta das 19h de Brasília e durou cerca de meia hora. Rice deixa o Brasil nesta quarta-feira de manhã, depois de uma palestra sobre a política externa americana, rumo ao Chile, onde participa de uma reunião da Comunidade das Democracias. Em seguida, viaja para Colômbia e El Salvador. |
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