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Rice: Brasil é líder regional e parceiro global dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, encerrou nesta quarta-feira uma visita de dois dias ao Brasil com a mensagem de que o país é “um líder regional” e um “parceiro global” para os Estados Unidos. “Queremos expandir nossa cooperação com grandes nações como o Brasil para aprofundar a reforma democrática na região e para fortalecer as bases de liberdade em lugares como a África e o Oriente Médio”, disse Rice. “O trabalho duro pela democracia, no entanto, nunca acaba”, acrescentou a secretária. “Os Estados Unidos e o Brasil têm que continuar a tentar curar as feridas do preconceito racial que o legado da escravidão deixou em nossas sociedades.” A condutora da política externa do governo Bush afirmou que a “colorida diversidade” e a “democracia multiétnica” do Brasil são um exemplo para sociedades que ainda tratam a diferença “como uma licença para matar”. Russo e Lula Durante discurso em Brasília, pouco antes de partir para a Colômbia, Rice contou que ao encontrar a ginasta brasileira Daiane dos Santos, na terça-feira, as duas conversaram na língua que têm em comum: o russo. O idioma foi a maneira encontrada pelas duas para conversar – Daiane é treinada por um ucraniano, que fala russo, e Condoleezza Rice foi uma especialista em assuntos relacionados à Rússia durante boa parte de sua carreira. A secretária de Estado americana também citou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um exemplo do fortalecimento da democracia brasileira. “O fato de que um líder sindical de origem modesta, mas de tremendo talento, pode ir da pobreza ao gabinete presidencial demonstra a força da democracia do Brasil”, afirmou. Condoleezza Rice disse ainda que os Estados Unidos rejeitam o raciocínio de quem encara os grandes países como rivais. De acordo com a secretária, as nações devem “pensar e agir” como parceiras. “Democracias grandes e multiétnicas como os Estados Unidos e o Brasil – e outras como a Índia e a África do Sul – precisam trabalhar juntas para construir um equilíbrio de forças que favoreça a liberdade”, comentou. Livre comércio A secretária de Estado americana também defendeu os esforços de Brasil e Estados Unidos para promover o livre comércio. Apesar da estagnação nas negociações sobre a Alca, Rice diz que os dois países têm objetivos em comum. “A liderança do Brasil é essencial para avançar nossa agenda de comércio global”, afirmou. “Os Estados Unidos e o Brasil compartilham o interesse comum em acabar com subsídios agrícolas e abrir os mercados em todo o mundo.” Condoleezza Rice afirmou que é preciso avançar nos planos de criação da Alca e destacou o possível impacto de uma área de livre comércio nas Américas. “Temos a oportunidade de unir 800 milhões de pessoas na maior comunidade de livre comércio do mundo”, disse a secretária. “Isso produzirá uma força pela prosperidade impossível de ser parada e aumentará as esperanças de todos nossos cidadãos.” De acordo com a secretária de Estado americana, a abertura de mercados tornou os produtos brasileiros competitivos e respeitados em todo o mundo. Rice citou como exemplos a exportação de aviões fabricados no Brasil, os avanços nas áreas de telecomunicações sem fio e informática e o pioneirismo da indústria automobilística brasileira na busca por fontes de energia alternativas. |
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