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Cinco são mortos em ato pró-Aristide no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos cinco pessoas foram mortas em Porto Príncipe, no Haiti, durante uma manifestação pela volta do ex-presidente do país Jean-Bertrand Aristide. Testemunhas dizem que os policiais começaram a atirar quando os manifestantes se aproximaram do quartel-general da ONU (Organização das Nações Unidas). Um porta-voz da polícia, no entanto, disse à agência de notícias Reuters que só abriu fogo quando foi atacada por um grupo de manifestantes. "Nós sabemos que dois bandidos foram mortos, mas nós não podemos chamá-los de manifestantes", disse o porta-voz, Renan Etienne, à agência. Além do retorno do Aristide, os manifestantes pediam a libertação de membros do seu governo e o fim do que chamavam de perseguição política. Aristide foi destituído e deixou o país depois de uma série de protestos violento em feveiro do ano passado, mas a instabilidade no país continua e o governo interino é acusado de manter presos por tempo indeterminado os membros do antigo governo. Mesmo com a presença de mais de 7,5 mil soldados da ONU, liderados pelo Brasil, gangues armadas continuam aterrorizando a população. Estima-se que mais de 600 pessoas tenham morrido em incidentes violentos desde setembro. Os confrontos acontecem apenas um dia depois do início do processo de cadastramento dos eleitores para a votação prevista para novembro deste ano. O mandato de seis meses da Missão de Estabilização da ONU no Haiti acaba no fim de maio. |
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