|
Bulgária e Romênia assinam tratado para entrar na UE | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os governos da Bulgária e da Romênia assinaram os tratados de ascensão à União Européia (UE), abrindo caminho para que os dois países passem a integrar o bloco em janeiro de 2007. Os tratados contém uma cláusula de segurança que adia a entrada dos países por um ano caso eles não cumpram com os estabelecidos padrões pelo bloco. A União Européia quer ver fortalecida a independência do Poder Judiciário e mais esforços no combate à corrupção nesses que serão os membros mais pobres do bloco. A cerimônia de assinatura foi realizada na Abadia de Neumuenster, em Luxemburgo. Expansão Se a Bulgária e a Romênia ingressarem no bloco em 2007, será a quinta expansão da UE, totalizando 27 países membros. Oito dos dez países que ingressaram no bloco em maio do ano passado são ex-comunistas. A Bulgária e a Romênia não fizeram parte deste grupo porque fracassaram em implementar reformas democráticas e de mercado suficientes.
Na cerimônia de assinatura, nesta segunda-feira, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse que foi uma "viagem desafiadora e exigente" e que a UE estabeleceu altos padrões para os novos membros. Mas ele disse aos representantes da Bulgária e da Romênia que a Comissão vai trabalhar com eles para superar as dificuldades. "Temos toda a confiança de que vocês são capazes de realizar mesmo as reformas mais difíceis", disse ele. Segundo o correspondente da BBC Nick Thorpe, muitos governos da Europa Ocidental temem uma invasão de romenos e búlgaros e podem ainda encontrar razões para adiar a entrada dos dois países no bloco. As reformas já aprovadas na Bulgária e na Romênia agora têm de passar à prática. Tribunais vão ter que provar que os julgamentos são justos e as autoridades anticorrupção terão que mostrar que ninguém está aquém de seu alcance. O custo de vida poderá aumentar drasticamente com o aumento de contas, e o fim de subsídios estatais a setores com pouca margem de lucro, como o aço e o carvão, pode aumentar o desemprego. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||