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Oposição romena vence eleição presidencial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em uma disputa apertada, o oposicionista Traian Basescu venceu o primeiro-ministro social-democrata Adrian Nastase e se tornou o novo presidente do país. Basescu venceu no segundo turno com 52% dos votos. “Foi a vontade do povo romeno que me deu esta vitória forte”, disse Basescu à agencia de notícias Reuters. O primeiro-ministro Adrian Nastase admitiu a derrota em uma conversa pelo telefone com o novo presidente eleito. “Essa foi a decisão do povo da Romênia e eu respeito isso”, afirmou Nastase. Depois de conhecido os resultados, Basescu pediu aos eleitores que façam uma “celebração pacífica”. Um comício de comemoração esta planejado para a noite desta segunda-feira. O candidato vitorioso prometeu um estilo de governo “diferente” do atual presidente Íon Iliescu, que está no poder há 11 anos. Ele diz que seu principal objetivo será “a luta contra a corrupção”. Disputa apertada Duas pesquisas feitas após a votação de domingo davam empate e não previam um vencedor. No primeiro turno, realizado em 28 de novembro, nenhum deles conseguiu obter os mais de 50% de votos necessários para garantir a vitória. A oposição e organizações não-governamentais disseram que a votação no primeiro turno foi marcada por "enormes fraudes". Nastase liderou com 41% dos votos, à frente de Basescu, que obteve 34%. Seu partido disse que houve apenas pequenas fraudes e acusou Basescu de denegrir a imagem da Romênia no exterior. No segundo turno, a Comissão Eleitoral, que foi acusada pela oposição de "encobrir irregularidades", concordou em impor regras mais rígidas para prevenir que pessoas votem mais de uma vez - 3 mil observadores monitoraram a votação. União Européia A corrupção e as expectativas de entrada na União Européia em 2007 dominaram a campanha. A campanha do premiê Nastase teve a ajuda da conclusão das negociações para a entrada da Romênia no bloco europeu, na quarta-feira. "Trata-se de um dia histórico para a Romênia", disse o ministro das Relações Exteriores, Mircea Geoana, em Bruxelas. Mas a coalizão Justiça e Aliança da Verdade, de Basescu, disse que a conclusão das negociações foi "prematura", já que a "Romênia não pode cumprir objetivamente as condições estabelecidas pela União Européia". No acordo, a entrada da Romênia, programada para janeiro de 2007, pode ser adiada por um ano caso o país não cumpra seus compromissos de realizar reformas, acabar com a corrupção e melhorar a segurança de sua fronteira oriental. |
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