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Eleições na Romênia devem ter resultado apertado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os romenos estão votando neste domingo para escolher presidente e Parlamento, em eleições que devem ser apertadas. Os ex-comunistas, que estão no poder, enfrentam forte desafio de uma nova aliança oposicionista de centro. A oposição alertou para possibilidade de fraudes. O futuro governo da Romênia terá a tarefa de conduzir o país até a data prevista para sua entrada na União Européia (UE), em 2007. A UE criticou o atual governo por ter sido muito lento em fazer reformas estruturais e combater a corrupção, além de ter fracassado em assegurar direitos humanos e uma mídia livre. Economia A oposição e organizações não-governamentais expressaram preocupação com possíveis fraudes, o que levou a comparações com a vizinha Ucrânia, onde os dois candidatos à Presidência do país estão envolvidos em um impasse desde as eleições de domingo passado. Cerca de 18 milhões de romenos estão registrados como eleitores. O Partido Social-Democrata, ex-comunista e que está no poder, teve um período estável no governo, com crescimento sustentado e inflação em queda. O partido recebe o crédito por ter resgatado a Romênia do colapso econômico e tem pequena vantagem nas pesquisas de opinião. O primeiro-ministro da Romênia, Adrian Nastase, pediu uma chance para terminar seu trabalho. "A Romênia conseguiu se tornar a economia que mais cresceu na Europa este ano", disse ele em debate na TV. "Vamos continuar nossa luta dura contra pobreza e problemas sociais para entrarmos na Europa como um país respeitado." O correspondente da BBC em Bucareste, Gabriel Partos, diz que se o crescimento econômico fosse a única questão nas eleições, os sociais-democratas estariam prestes a conseguir uma vitória fácil. No entanto, os benefícios do crescimento econômico têm sido desiguais e ainda há pobreza generalizada. Candidatos A aliança de oposição Verdade e Justiça se concentrou no descontentamento popular com alegados casos de corrupção envolvendo autoridades. Os eleitores vão escolher um substituto para o atual presidente, Ion Iliescu, que termina o seu segundo mandato de quatro anos. Doze candidatos disputam o cargo de presidente e os dois mais votados devem ir para um segundo turno em duas semanas. O atual primeiro-ministro e o prefeito de Bucareste, Traian Basescu, líder da oposição, estão atualmente com intenções de voto que variam entre 35% e 40%. Os eleitores devem escolher 314 deputados e 137 senadores. |
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