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Premiê japonês e presidente chinês se reúnem na Indonésia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, e o presidente da China, Hu Jintao, estão reunidos neste sábado, numa tentativa de aliviar as tensões entre os dois países. Os dois líderes estão em Jacarta, na Indonésia, para uma reunião de cúpula entre Ásia e África. As relações sino-japonesas estão abaladas desde que livros escolares japoneses foram acusados, na China, de minimizar os crimes cometidos pelo Exército Imperial japonês. Os livros causaram grandes protestos na China contra o Japão e, na quinta-feira, Koizumi pediu desculpas à China pelas atrocidades cometidas durante a ocupação japonesa do país nos anos 1930 e 1940. Falando durante a reunião em Jacarta, o primeiro-ministro japonês disse que, "no passado, com sua agressividade e postura colonial, (o Japão) causou enormes danos e sofrimento para os povos de muitos países, em particular os asiáticos". "Encaramos os fatos históricos com um espírito de humildade, sentimentos de profundo remorso e temos um pedido sincero de desculpas sempre presente em nossas mentes." Japão na ONU Além do revisionismo dos livros didáticos, os chineses também vêem com desconfiança as tentativas que o Japão vem fazendo de conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. "Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o Japão tem se mantido resolutamente distante de ser uma potência militar, mas sim uma econômica, com o princípio de resolver todos os impasses por meios pacíficos", disse o premiê. Até o pedido de desculpas de Koizumi, a relação entre os dois países se encontrava em seu pior nível em mais de 30 anos, segundo os chineses. O Japão disse que a responsabilidade pelos livros era da iniciativa privada e não do governo. O governo japonês já havia se desculpado antes, mas correspondentes informam que o momento dá a um peso especial a este pedido de Koizumi. Ainda assim, a China criticou a visita de um grupo de parlamentares japoneses a um templo Yasukuni, em Tóqui, para prestar homenagem aos mortos da Segunda Guerra Mundial, incluindo alguns considerados criminosos de guerra. |
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