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China se recusa a pedir desculpas ao Japão por protestos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China se recusou a pedir desculpas pelos fortes protestos contra o Japão que continuam ocorrendo nas ruas do país. Durante um encontro em Pequim, o ministro do Exterior chinês, Li Zhaoxin, disse ao seu colega japonês, Nobutaka Machimara, que seu governo “não fez nada por que tenha que pedir desculpas”. Machimura apresentou ao governo chinês um forte protesto do Japão e pediu que algo seja feito para dar um fim aos protestos. Mas Li culpou o Japão pelas tensões existentes no momento. Segundo ele, o governo japonês feriu os sentimentos do povo chinês com suas posições a respeito “de Taiwan, alguns temas internacionais sobre direitos humanos e especialmente a sua visão da história”. Desconfiança Pelo menos 10 mil pessoas participaram dos protestos em Shenzhen, neste fim de semana, enquanto outras manifestações ocorreram em Hong Kong e Shnyang. Manifestantes jogaram garrafas em lojas que vendem artigos japoneses e chutaram automóveis de marcas japonesas. Um grupo de manifestantes pôs fogo em uma imagem do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi. A China diz que o Japão provocou a atual onda de animosidade ao aprovar livros de hitória que mascarariam seu papel em atrocidades cometidas durante guerras no século 20. Os chineses também vêem com desconfiança as tentativas que o Japão vêm fazendo de conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Uma disputa sobre reservas martítimas de gás no Mar da China Oriental também colaborou para alimentar as tensões. Correspondentes dizem que o tamanho dos protestos é pouco comum na China, o que indica a possibilidade de um apoio tácito das autoridades aos manifestantes. |
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