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Forças iraquianas já superam número de americanos, diz Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta terça-feira que as operações de segurança no Iraque entraram numa nova fase, já que as forças iraquianas agora são mais numerosas do que as americanas. Num discurso numa base militar no Texas, Bush afirmou que a polícia e os soldados do Iraque estão rapidamente adquirindo força e autosuficiência, permitindo às tropas da coalizão adotar um papel apenas de coadjuvantes quando possível. Segundo Bush, a população iraquiana quer ser defendida por suas próprias forças de segurança e agora passou a confiar na capacidade delas para protegê-la contra os insurgentes. "Vamos ajudá-los a conquistar esse objetivo, para que os iraquianos possam dar segurança à sua própria nação e então nossas tropas virão para casa com a honra que merecem", disse Bush. O presidente americano não deu detalhes sobre um eventual cronograma de retirada de tropas. Ele disse que há cerca de 150 mil policiais e militares iraquianos treinados em atividades, superando os 140 mil militares dos Estados Unidos em ação no Iraque. Elogiando os soldados que o assistiam na base de Fort Hood, e vestindo um casaco militar, Bush lembrou que o último fim de semana marcou o segundo aniversário da "liberação de Bagdá". "A derrubada da estátua de Saddam Hussein em Bagdá será lembrada, ao lado da queda do Muro de Berlim, como um dos grandes momentos da história da liberdade", declarou. Rumsfeld Horas antes, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, fez uma visita-surpresa ao Iraque e disse que vai pressionar o presidente Jalal Talabani e primeiro-ministro Ibrahim Jaafari para evitar atrasos na formação do novo governo do país. Ele fez um alerta para que as novas autoridades iraquianas estejam atentas à incompetência e à corrupção. Rumsfeld expressou ainda uma preocupação especial com mudanças nos ministérios da Defesa e do Interior e nas Forças Armadas. "O novo governo não pode permitir que sejam barrados objetivos como chegar a uma democracia e derrotar os insurgentes", disse Rumsfeld, em uma visita surpresa ao Iraque. Durante a visita de Rumsfeld, um carro-bomba explodiu em Mosul, norte do Iraque, matando pelo menos cinco pessoas, segundo a polícia. O carro foi detonado por um suicida quando estava perto de três veículos militares blindados dos Estados Unidos – não há notícias de mortes entre os americanos. Rumsfeld afirmou que é importante que as forças de segurança continuem a se preparar porque as tropas americanas "não permanecerão no Iraque para sempre". Após a invasão, em 2003, os Estados Unidos dispensaram o antigo Exército do Iraque, mas a decisão foi depois amplamente reconhecida como um erro. O governo interino readmitiu muitos dos soldados mais experientes que serviram durante o regime de Saddam Hussein. A correspondente da BBC em Bagdá, Caroline Hawley, disse que o governo americano está preocupado com o fato de que o expurgo desses soldados trazidos de volta possa minar os esforços de derrotar os insurgentes. |
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