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Atualizado às: 07 de abril, 2005 - 16h22 GMT (13h22 Brasília)
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Perfil: Ibrahim Jaafari, primeiro-ministro do Iraque

Ibrahim Jaafari
Jaafari espera ajudar a superar divergências no Iraque pós-guerra
Ibrahim Jaafari, o novo primeiro-ministro do Iraque, era até recentemente virtualmente desconhecido fora de seu país.

Esse médico de 58 anos, porta-voz do partido islâmico Daawa, apareceu como favorito para o cargo mais poderoso no governo de transição eleito em janeiro.

Ele era o candidato preferido na lista xiita, que venceu as eleições.

Assim que o conselho da presidência tomou posse, a escolha foi confirmada.

Exílio

O Daawa é um dos movimentos islamistas xiitas mais antigos do Iraque, e lutou uma campanha sangrenta contra o regime de Saddam Hussein, na década de 70.

Quando a rebelião foi esmagada, Jaafari partiu para o exílio no Irã e depois seguiu para a Grã-Bretanha.

Após a queda de Saddam, o Daawa se reestabeleceu rapidamente no sul do Iraque, que é dominado pelos xiitas.

Nas eleições, ele se apresentou como uma das principais figuras na lista xiita, a Aliança Iraquiana Unida, com o apoio do influente clérigo xiita, o aiatolá Ali Sistani.

Coexistência

Quando Jaafari estava no cargo especialmente cerimonial de vice-presidente no regime interino nomeado pelos Estados Unidos, uma pesquisa de opinião no ano passado sugeriu que ele era o político mais popular do Iraque.

Jaafari só ficou atrás de Sistani e do radical Moqtada Al-Sadr na estima dos iraquianos.

A vantagem de Jaafari como primeiro-ministro será sua postura unificadora, com seu desejo de trazer os árabes sunitas para o jogo democrático depois de sua ausência generalizada nas urnas.

Jaafari também trabalharia para satisfazer a sede curda por autonomia sem prejudicar a integridade do país.

E o político xiita diz que acredita que um conflito sectário é improvável porque a maioria dos iraquianos quer coexistência.

Religião

Seus discursos no passado não mostraram claramente sua posição em questões-chave de leis religiosas e qual o papel que a religião deve ter no Iraque.

Antecipando o triunfo da lista xiita, Jaafari disse antes da eleição que os vencedores não vão governar como xiitas, mas como iraquianos que não excluiriam outras comunidades.

Mas ele é um dos defensores do Islã como a única fonte de legislação.

Jaafari não parece favorecer políticas radicais em evidência em algumas partes do mundo muçulmano - onde o Islã é usado para justificar a proibição de mulheres na condução de veículos, ou ao voto ou à entrada em determinadas áreas dominadas por homens.

Mas alguns de seus detratores o acusam de ter ligações secretas com radicais iranianos, e temem que ele busque um sistema de governo semelhante com base teológica.

E mesmo sua charmosa conversa diplomática pode não conquistar os iraquianos que ainda enxergam os governantes interinos apontados pelos Estados Unidos como estrangeiros que passaram os anos duros do regime de Saddam Hussein fora do Iraque.

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