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Síria promete retirar tropas do Líbano até fim do mês | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Síria prometeu retirar do Líbano até o fim deste mês todas as suas tropas e agentes de inteligência que continuam no país. O anúncio foi feito pelo enviado especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, em uma entrevista coletiva ao lado do ministro do Exterior da Síria, Faourq Al-Sharaa. Roed-Larsen disse que o governo sírio afirmou que a retirada será feita até 30 de abril e incluirá todos os soldados, infra-estrutura militar e membros do serviço de inteligência. Segundo ele, a retirada seguirá os termos previstos na resolução da ONU aprovada no ano passado que prevê a saída de todas as forças estrangeiras do Líbano. O compromisso sírio também confirma a promessa anterior feita por Damasco de que suas tropas seriam retiradas antes das eleições libanesas, marcadas para maio. A pressão sobre a Síria para que encerre sua presença militar no país vizinho, iniciada em 1976, durante a guerra civil libanesa, aumentou depois do assassinato do ex-premiê do Líbano Rafik Hariri, em fevereiro. Após a morte de Hariri, seguidores da oposição libanesa protestaram com várias manifestações de rua contra a presença síria no país. Mas na época simpatizantes do grupo xiita libanês Hezbollah realizaram uma manifestação em favor da Síria e de seus laços com o Líbano, num indicativo da divisão política que ainda marca a sociedade libanesa. Diante da grande pressão internacional, em março a Síria começou a descolar suas tropas mantidas no Líbano para próximo à fronteira entre os dois países. |
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