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Explosão danifica minarete histórico no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia do Iraque disse que uma explosão danificou uma importante obra arquitetônica islâmica, um minarete em espiral construído em Samarra há mais de mil anos. Segundo as autoridades, insurgentes destruíram o alto da torre Malwiya, de 52 metros de altura, utilizada pelos soldados dos Estados Unidos como posto de observação. As tropas americanas haviam se retirado do topo da torre no mês passado. O minarete foi construído pelo califa al-Mutawakil no ano 852, quando Samarra, situada sobre rio Tigre ao norte de Bagdá, era a capital do império Abassida. A explosão espalhou tijolos estilhaçados e barro sobre as rampas do minarete. Patrimônio destruído Funcionários do governo iraquiano responsáveis pela preservação do patrimônio histórico já haviam expressado antes preocupação com o fato de os militares americanos terem danificado outros monumentos de Samarra, como por exemplo as muralhas de um antigo palácio. A cidade tem sido um bastião da insurgência sunita contra a ocupação do Iraque nos últimos dois anos. O minarete em espiral danificado é uma das principais atrações turísticas iraquianas e sua imagem é reproduzida em cédulas da moeda local. Uma autoridade do governo em Bagdá disse à BBC que os Estados Unidos deveriam ter assegurado a proteção do local. As forças da coalizão tem sido fortemente criticadas por terem montado uma base militar sobre as ruínas da antiga Babilônia. A correspondente da BBC em Bagdá Caroline Hawley afirma que os saques a sítios arqueológicos no sul do Iraque também motivam questionamentos sobre os efeitos da guerra ao patrimônio iraquiano. |
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