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Atualizado às: 31 de março, 2005 - 19h01 GMT (16h01 Brasília)
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Bulgária e Ucrânia vão retirar tropas do Iraque este ano
Soldados da Bulgária em funeral de colega morto no Iraque
Dois ataques com carros-bomba mataram oito nesta quinta-feira
A coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque perderá mais dois países até o fim do ano. A Bulgária e a Ucrânia confirmaram nesta quinta-feira seus planos de levar os seus soldados de volta para casa.

O Ministro da Defesa da Bulgária, Nikolai Svinarov, afirmou que o contingente búlgaro no Iraque, atualmente de 450 pessoas, sofrerá uma redução de 100 militares em junho.

O governo pedirá ao Parlamento que renove o mandato das forças até o fim do ano, quando a Bulgária deve completar sua retirada.

A presença das tropas no Iraque nunca foi bem aceita pelo público na Bulgária, e a oposição à guerra aumentou quando o oitavo soldado búlgaro morreu no início do mês atingido por "fogo amigo" americano.

A Ucrânia já começou a diminuir sua presença no Iraque, mas a data da retirada total foi confirmada hoje pelo presidente Viktor Yushchenko.

"Será em meados de outubro, mas não excluo a possibilidade de que a data seja modificada um pouco. Mas com certeza nossas tropas deixarão o Iraque este ano", disse Yushchenko.

A Ucrânia tem 1.650 militares no Iraque.

Carros-bomba

Em um outro desdobramento da situação no Iraque, um carro-bomba guiado por um suicida matou pelo menos cinco pessoas, entre elas três soldados iraquianos, perto de Suleiman Beik, no norte do Iraque.

A explosão aconteceu num posto de controle na estrada perto de uma mesquita xiita que era visitada por xiitas turcomenos durante um festival religioso.

Um carro-bomba também matou ao menos três pessoas em Samarra.

O suicida conduziu o veículo contra um blindado americano Humvee no centro da cidade, durante uma patrulha militar conjunta com forças dos Estados Unidos e do Exército iraquiano.

Há relatos também de que homens armados atacaram uma delegacia de Samarra com disparos de lança-granadas.

Jornalistas romenos

Os ataques acontecem no dia em que a rede de TV árabe Al-Jazeera exibiu um vídeo dos três jornalistas romenos sequestrados no Iraque.

A TV disse que os reféns são mantidos por um grupo não-identificado e que ainda não fez reivindicações em troca da libertação.

A repórter Marie Jeanne Ion e o cinegrafista Sorin Dumitru Miscoci, ambos da Prima TV, e Ovidiu Ohanesian, do jornal Romania Libera, desapareceram na segunda-feira num subúrbio de Bagdá.

As autoridades americanas disseram que dois militares dos Estados Unidos morreram em outros ataques na quarta-feira.

Um soldado morreu após ficar gravemente ferido numa troca de tiros iniciada quando ele e seus companheiros checavam um táxi em Mosul.

Os passageiros do táxi abriram fogo contra as tropas, que responderam, provocando uma forte explosão.

O comando americano acredita que o veículo carregava explosivos.

O outro soldado morreu quando o comboio em que viajava em Bagdá foi alvo de tiros.

Iraque
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