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Atualizado às: 30 de março, 2005 - 16h50 GMT (13h50 Brasília)
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ONU adia votação sobre crimes de guerra no Sudão
refugiados
Refugiados de Darfur acusam milícias de estupro, assassinato e outros crimes
O Conselho de Segurança da ONU adiou uma votação sobre uma proposta de resolução francesa que propõe que os acusados de crimes de guerra na região de Darfur, no Sudão, sejam processados pelo Tribunal Penal Internacional.

O tema seria debatido nesta quarta-feira, mas a França pediu um adiamento de 24 horas.

Os Estados Unidos se negam a assinar o tratado que instaura o Tribunal Penal Internacional e se opõem à proposta de resolução – o governo sudanês também é contra a iniciativa francesa.

Mais de 300 mil pessoas já teriam morrido por causa do conflito na região de Darfur, no Sudão, de acordo com um relatório encomendado por parlamentares britânicos.

O número seria quatro vezes maior do que o admitido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que computaria apenas as mortes ocorridas em campos de refugiados, ocorridas entre março e outubro do ano passado.

"A incompetência mundial para proteger a população de Darfur das atrocidades cometidas pelo seu próprio governo é um escândalo”, disse Tony Baldry, chefe da comissão parlamentar britânica que encomendou o relatório.

Os dados computados pelo relatório se referem a um total de dois anos e incluem mortes por fome, doenças ou diretamente pelas milícias árabes.

Sanções

Na terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o uso de sanções contra os responsáveis pelas atrocidades em Darfur.

A proposta americana, aprovada por 12 votos a 0, com abstenções de Rússia, China e Argélia, também pretende endurecer o embargo de armas ao país.

Será imposto o congelamento dos bens e a proibição de viagens a quem for considerado culpado de prejudicar o processo de paz em Darfur.

A resolução americana diz que o governo sudanês deve informar ao Conselho de Segurança se decidir enviar equipamentos militares a Darfur.

O embaixador sudanês na ONU criticou a resolução, dizendo que o conselho "não entende a história e a cultura do Sudão".

Ele também disse que a medida pode piorar a situação na região.

Também nesta quarta-feira, a China anunciou que vai participar da missão de manutenção de paz no Sudão.

O porta-voz da chancelaria de Pequim, citado pela agência de notícias oficial Xinhua, disse que o país enviará engenheiros militares, médicos e equipes de transporte áo Sudão.

Janjaweed

Dezenas de milhares de pessoas foram mortas em uma rebelião que assolou a região de Darfur por mais de dois anos.

A ONU diz que o Sudão forneceu armas a milícias árabes conhecidas como Janjaweed para que elas lutassem contra os rebeldes.

Os Janjaweed são acusados de estupros, assassinatos e saques.

O Sudão admite ter fornecido armas a algumas milícias para combater a rebelião, mas nega qualquer vínculo com os Janjaweed, a quem chama de "foras da lei".

O Sudão prendeu e condenou um pequeno número de integrantes dos Janjaweed por crimes em Darfur, mas não fez avanços significativos para desarmar as milícias árabes, como determinam as resoluções do Conselho de Segurança.

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