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Oposição forma conselho interino para governar o Quirguistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes da oposição na república do Quirguistão, na Ásia Central, formaram um conselho interino para governar o país até que eleições possam ser realizadas em junho. O chefe de Estado e primeiro-ministro interino, Kurmanbek Bakiyev, que é líder de uma facção da oposição, indicou várias figuras proeminentes para o conselho. Os nomeados são oposicionistas. Um deles é Felics Kulov, um oposicionista que estava na prisão e foi libertado nesta quinta-feira. Kulov agora terá a tarefa de restaurar a ordem e a segurança no país. Bakiyev disse ao Parlamento que as eleições devem ser realizadas dentro de três meses, como determina a Constituição, mas não estabeleceu uma data específica. Calma Segundo notícias, o clima na capital do Quirguistão, Bishkek, é calmo, apesar de terem ocorrido saques durante a noite. Lanchonetes e os meios de transporte estão operando. Mas grupos de adolescentes armados com marretas se concentraram ao cair da noite. Pelo menos três pessoas morreram na noite passada no país, quando também foram registrados saques e incêndios em propriedades. Policiais atiraram para o alto para dispersar a multidão. Foi imposto um toque de recolher durante a noite. O presidente deposto, Askar Akayev, que desapareceu na quinta-feira durante manifestações contra o governo, confirmou que agora está no exterior, mas não revelou em que país. Em uma declaração enviada à agência de notícias do Quirguistão, Akayev qualificou os acontecimentos da quinta-feira como um golpe de Estado e disse que sua ausência do país é temporária. De acordo com uma fonte do governo do Cazaquistão citada pela agência de notícias Reuters, Akayev esteve no país, mas não se encontra mais lá. “Rumores sobre minha renúncia são mentiras propositais e maliciosas”, diz a mensagem atribuída a Akayev. Putin O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que está disposto a trabalhar com a nova liderança do Quirguistão. Putin disse que a Rússia conhece bem os líderes do Quirguistão e que eles fizeram muito para manter boas relações com o seu país no passado. Mas, ao mesmo tempo, Putin lamentou que, mais uma vez, "problemas em um país tenham sido resolvidos de maneira ilegal". O chefe da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), está viajando para Bishkek para participar de discussões com líderes políticos. O diretor da organização, Dmitirij Rupel, relatou a situação por telefone para a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e para o ministro do Exterior da Rússia, Sergey Lavrov. O Quirguistão integrava a União Soviética até 1991. A atual crise foi desencadeada pelas alegações da oposição de que eleições parlamentares, realizadas neste ano, foram fraudadas. Analistas acreditam que a crise tem paralelos com o que ocorreu na Ucrânia nos últimos meses e, antes, na Geórgia – dois países que, como o Quirguistão, faziam parte da União Soviética. |
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