BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 24 de março, 2005 - 16h02 GMT (13h02 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Oposição assume controle da capital do Quirguistão
Oposicionistas no gabinete do presidente Askar Akayev
Imagens de TV mostraram manifestantes na mesa do presidente
Em um dia de desdobramentos acelerados no Quirguistão, ex-república soviética, manifestantes de oposição assumiram o controle da capital do país, Bishkek, depois de semanas de protesto contra o resultado de eleições.

Os manifestantes assumiram o controle do palácio presidencial - que também é a sede do governo - e da rede de TV estatal em Bishkek, depois que milhares de pessoas tomaram as ruas da capital, Bishkek, para pedir a renúncia do presidente Askar Akayev.

Eles também libertaram o líder oposicionista do Quirguistão, Feliks Kulov, que fez um pedido para que as autoridades entreguem o poder pacificamente.

Não se sabe onde Akayev se encontra no momento.

O Parlamento quirguiz decidiu que um deputado oposicionista, Ishenbai Kadyrbekov, vai assumir o cargo de presidente interino, e Kulov vai chefiar os ministérios responsáveis pela área de segurança.

Ao cair da noite, houve notícias de que algumas lojas no centro de Bishkek foram saqueadas.

Eleições anuladas

De acordo com o líder oposicionista Kumanbek Bakiyev, Akayev deixou o país e seu primeiro-ministro renunciou, mas estas informações não foram confirmadas por meio de fontes independentes.

News image

Enquanto isso, a Suprema Corte do Quirguistão anulou as polêmicas eleições que foram o estopim dos protestos.

Oposicionistas assumiram o controle de vários prédios de governos regionais em cidades-chaves do sul do Quirguistão.

Antes, milhares de oposicionistas se confrontaram com militantes que apóiam o presidente Akayev.

O confronto ocorreu durante um comício de oposição em Bishkek, quando centenas de militantes pró-Akayev avançaram sobre a multidão com pedaços de pau e escudos.

Já haviam sido realizadas manifestações contra o presidente no sul do país, mas é a primeira vez que protestos aconteceram na capital.

A oposição já controlava duas cidades no sul do Quirguistão, Osh e Jalal-Abad.

Fraude eleitoral

Os membros da oposição dizem que as recentes eleições parlamentares do país foram fraudadas. Entre os oposicionistas estão líderes regionais que perderam seus cargos na votação.

As eleições foram realizadas em dois turnos, em fevereiro e em 13 de março.

Segundo a apuração oficial, a oposição perdeu boa parte das cadeiras que tinha no parlamento, que conta com 75 integrantes.

De acordo com a correspondente da BBC na Ásia Central, Monica Whitlock, o protesto em Bishkek começou de forma modesta, reunindo centenas de pessoas, em sua maioria famílias.

À medida que a manifestação foi avançando pelas ruas da cidade, milhares de pessoas começaram a aderir.

Apesar de contar com uma oposição fraca, o Quirguistão é considerado um país relativamente democrático para os padrões da Ásia central - desde a sua independência em 1991.

A mídia quirguiz possui relativa independência, algo raro em outras nações centro-asiáticas que também integravam a União Soviética, como Uzbequistão e Tadjiquistão.

Mas os oposicionistas acusam o governo de Akayev de ter instituído práticas corruptas durante seus quase 15 anos no poder.

Quirguistão
Oposição toma o palácio presidencial; veja fotos.
Explosão em refinariaEm vídeo
Explosão atinge 3ª maior refinaria de petróleo dos EUA.
Terri SchiavoEm imagens
Caso de Terri Schiavo divide a opinião pública americana.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade