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Atualizado às: 23 de março, 2005 - 12h55 GMT (09h55 Brasília)
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Presidente demite ministro para conter crise no Quirguistão
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O presidente do Quirguistão, Askar Akayev, demitiu o ministro do Interior e o procurador-geral do país em um esforço para acalmar manifestantes de oposição que tomaram prédios públicos em algumas localidades do país.

Os manifestantes foram às ruas em várias cidades no sudoeste do Quirguistão, entre elas Osh e Jalal-Abad, para protestar contra o resultado de eleições parlamentares realizadas no mês passado e neste mês, em que a oposição viu seu número de cadeiras diminuir no parlamento.

A oposição alega que as eleições foram fraudadas e querem a renúncia de Akayev – que defende a legalidade do pleito e deixou claro que não tem a intenção de deixar o poder.

Um porta-voz presidencial disse que o ministro e o procurador foram afastados por causa do mau gerenciamento que fizeram da crise.

'Bom humor'

Nesta terça-feira, Akayev foi à TV do país para fazer um convite à oposição para que esteja aberta ao que ele chamou de “diálogo civilizado”.

O porta- voz de Akayev também disse que o primeiro-ministro, Nikolai Tanayev, deve viajar a Osh nesta quarta-feira para iniciar uma negociação com os opositores.

Manifestante com bandeira do Quirguistão
O presidente Akayev goza de muito menos apoio no sul do que no norte do país

Na manhã desta quarta-feira, a situação era tranquila em Osh e Jalal-Abad.

Um pequeno grupo de pessoas realizou um protesto na principal praça em Osh, reiterando seus pedidos para que Akayev renunciasse.

Manifestantes continuam ocupando prédios públicos da cidade, além da estação de TV e o aeroporto, mas a tensão dos últimos dias evaporou, de acordo com a correspondente da BBC na Ásia Central, Monica Whitlock.

Segundo ela, o clima em Osh é de bom-humor e muitas pessoas não estão se importando com o fato do governo local ter entrado em colapso.

Whitlock também disse que o afastamento do ministro do Interior e do procurador-geral colocam a pressão sobre a oposição, porque ela não está unificada em torno de um único líder que possa representar seus interesses.

O Quirguistão é considerado por muitos analistas o mais democrático dos países da Ásia Central.

Juntamente com Tadjiquistão, Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão, o país, também chamado de Quirguízia, se tornou independente após a dissolução da União Soviética, em 1991.

O norte do Quirguistão é um reduto de simpatizantes de Akayev.

Osh e Jalal-Abad, por sua vez, são cidades com considerável comunidade de pessoas de origem uzbeque, tendo sido focos no passado de violência étnica entre uzbeques e quirguizes na década de 90.

Analistas acreditam que, se os protestos chegarem à capital Bishkek, no norte, o país pode viver uma crise política semelhante à vista na Ucrânia nos últimos meses.

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