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Presidente da Bolívia formaliza sua renúncia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, apresentou sua renúncia ao Congresso do país nesta segunda-feira em meio a protestos contra o seu governo. A carta de renúncia foi entregue pelo ministro da Presidência, José Galindo, no gabinete do presidente do Congresso, Hormando Vaca Diez. Espera-se que Galindo explique os termos da renúncia de Mesa em uma entrevista coletiva à imprensa. O chanceler boliviano, Juan Ignacio Siles, disse à BBC que "foi uma decisão que o presidente tomou sozinho, e que o gabinete acompanhou e que apóia absolutamente." "O governo está sendo permanentemente chantageado há 16 meses por diferentes grupos de extrema direita e de extrema esquerda, o que implicou um bloqueio total da gestão presidencial, de gestão governamental", disse Ignacio Siles. O chanceler descartou a possibilidade de um golpe de Estado e afirmou que a "Bolívia é um país pacífico que quer soluções pacíficas para os seus problemas". Evo Morales O correspondente da BBC em La Paz, Luis Crespo, disse que a principal razão para a renúncia de Mesa foi o anúncio do deputado e líder indígena Evo Morales de que bloqueios de rotas e estradas serão feitos a partir desta segunda-feira para pressionar pela aprovação da Lei dos Hidrocarbonetos, considerada inadequada pelo governo. Morales disse que o pedido de renúncia de Mesa é uma tentativa de fazer chantagem. A lei, defendida pelo MAS (Movimento ao Socialismo) de Evo Morales, inclui o aumento de determinados impostos sobre hidrocarbonetos de 18% para 50%, além dos já existentes. Crespo disse que "há dez dias várias estradas em diversos lugares da Bolívia estão bloqueadas por mobilizações sociais por diferentes motivos". A principal estrada de acesso a La Paz foi bloqueada na altura de El Alto, onde manifestantes exigem a expulsão da empresa francesa Suez, que explora a distribuição de água potável à cidade. Mesa está no poder há 17 meses. Ele era vice de seu antecessor, Gonzalo Sanchez de Lozada, que fugiu do país durante uma onda de protestos que deixou pelo menos 56 mortos, em 2003. |
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