 |  Ex-presidente nega ter permitido uso de violência contra manifestantes |
As autoridades na Bolívia acusaram formalmente o ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada e seus 15 ministros por genocídio. A acusação foi feita nesta segunda-feira pelo procurador-geral do país e ocorre quatro meses depois de o Congresso boliviano aprovar proposta para levar o ex-presidente a julgamento na Suprema Corte. A acusação se relaciona às mortes de cerca de 60 pessoas em protestos que derrubaram o governo de Lozada em outubro de 2003. Sánchez de Lozada, que agora vive nos Estados Unidos, é acusado de cometer genocídio por permitir que suas forças de segurança usassem violência contra manifestantes que se opunham a seu plano de explorar gás passando pelo Chile. O ex-presidente, de 74 anos, nega as acusações. A Procuradoria Geral boliviana tem agora seis meses para preparar o seu caso contra Sánchez de Lozada antes de submetê-lo para apreciação da Suprema Corte. Se a Suprema Corte aprovar o processo, o ex-presidente vai se tornar o segundo chefe de Estado da Bolívia a enfrentar julgamento desde que a democracia voltou ao país, em 1982. |