|
Ministro da Jordânia visita Israel, após quatro anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Exterior da Jordânia, Hani Mulki, se reuniu com líderes israelenses e palestinos neste sábado, na primeira visita de um representante de seu país a Israel nos últimos quatro anos. Mulki esteve com o líder palestino Mahmud Abbas em Ramallah, na Cisjordânia, onde discutiu o acordo assinado com Israel em fevereiro. Mulki se reuniu ainda com o ministro do Exterior de Israel, Silvan Shalom, em preparação para um encontro com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que deve ocorrer neste domingo. Israel afirmou que pode repatriar jordanianos detidos no país. Acordo Um representante do governo israelense disse à agência de notícias Reuters que Israel vai devolver os prisioneiros à custódia da Jordânia porque já foram condenados por envolvimento em ataques. A Jordânia diz que há cerca de 20 de seus cidadãos nas cadeias israelenses, incluindo muitos que foram presos antes do tratado de paz assinado entre os dois países em 1994. "Os prisioneiros são importantes para nós e queremos vê-los libertados no máximo até o mês que vem", disse Mulki. Neste domingo, no encontro com Sharon, o ministro jordaniano também deve trazer à pauta sua posição em relação a pontos-chave do acordo firmado em 1994: questões de fronteira, refugiados, a situação de Jerusalém e o acesso à água. Mulki disse que as negociações vão se concentrar em retomar o acordo. A Jordânia e o Egito são os únicos países árabes que assinaram tratados de paz com Israel, mas as relações entre eles esfriaram nos últimos quatro anos por causa da Intifada palestina. Ambos os países acusam Israel do que chamam de "uso excessivo de força militar contra os palestinos". Cisjordânia A viagem de Mulki ocorre duas semanas depois de a Jordânia reestabelecer um embaixador na capital israelense, Tel Aviv, algo que foi prometido em encontro realizado em fevereiro no Egito, quando Israel e a Autoridade Palestina prometeram retomar o processo de paz. Mulki disse ainda que suas conversas com Israel vão tocar na questão de uma cooperação na área de segurança. A Jordânia propôs que uma brigada de mil palestinos treinados por ela seja enviada para áreas da Cisjordânia quando Israel retirar dali quatro assentamentos, no fim do ano. O líder palestino Mahmud Abbas agradeceu a oferta, mas Israel ainda tem reservas e diz que esse deslocamento poderá ser visto como um retorno dos refugiados palestinos. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||