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Atualizado às: 22 de fevereiro, 2005 - 09h59 GMT (07h59 Brasília)
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Coréia do Norte pode voltar a negociações sobre programa nuclear
Pôster do líder norte-coreano, Kim Jong-il, em seu aniversário
Kim Jong-il raramente faz comentários públicos sobre a questão nuclear
A Coréia do Norte pode reconsiderar sua retirada das negociações sobre seu programa nuclear, informou a agência de notícias oficial do país, KCNA.

Segundo a agência, o líder norte-coreano, Kim Jong-il, disse que o país negociaria "a qualquer momento, se houver condições maduras".

Seus comentários foram feitos a um enviado chinês, Wang Jiarui, que tem a missão de tentar convencer os norte-coreanos a voltar às negociações, que estão num impasse.

A Coréia do Norte se retirou de repente das negociações no in]icio deste mês, afirmando possuir armas nucleares.

Envolvimento pessoal

O correspondente da BBC em Seul, Charles Scanlon, diz que as declarações de Kim Jong-il parecem confirmar pedidos anteriores da Coréia do Norte por ajuda e concessões dos Estados Unidos.

De acordo com o correspondente, se isso vai acabar ou não com o impasse depende dos Estados Unidos.

Scanlon também afirma que a declaração extremamente incomum mostra que o líder norte-coreano está envolvido pessoalmente na questão.

As declarações também serão vistas como uma concessão à China, seu principal aliado, que está organizando as negociações e não quer armas nucleares na península coreana.

O enviado chinês, Wang Jiarui, levou uma mensagem de seu presidente, Hu Jintao, que disse que é "de fundamental interesse" de China e Coréia do Norte a continuação do trabalho em direção à paz e à estabilidade na península coreana, de acordo com a agência KCNA.

O Japão e os Estados Unidos tinham pressionado a China para convencer a Coréia do Norte a voltar para a mesa de negociações, alertando o regime norte-coreano de que sua retirada aprofundaria seu "isolamento internacional".

Na sua primeira declaração pública desde a retirada, o líder norte-coreano pôs sobre os Estados Unidos o ônus para a criação de "condições maduras" que permitiriam que seu país voltasse às negociações.

Ele disse que a Coréia do Norte "nunca se opôs às negociações, mas fez todos os esforços possíveis para o seu sucesso".

Mas Kim Jong-il não disse quais seriam essas condições.

Desde o fim de 2002, três rodadas de negociações entre seis países - Estados Unidos, Rússia, Japão, China e as duas Coréias - procuram acabar com as tensões nucleares na península, sem sucesso.

Enquanto os Estados Unidos querem que a Coréia do Norte acabe com seu programa de armas nucleares como parte de um acordo de paz, os norte-coreanos dizem que precisam de seu arsenal para se defender contra um possível ataque americano.

Monte no Oregon, foto: Gary Braasch©Mudanças no clima
Fotos comparativas mostram aterações ambientais.
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