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Atualizado às: 10 de fevereiro, 2005 - 09h30 GMT (07h30 Brasília)
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Coréia do Norte sai de negociações sobre programa nuclear
Usina nuclear na Coréia do Norte
Coréia do Norte admitiu publicamente ter armas nucleares
O Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Norte anunciou, nesta quinta-feira, que o país suspendeu sua participação em negociações sobre o seu programa nuclear por um "período indeterminado".

"Não há motivos para que nós participemos das negociações novamente, já que o governo Bush chamou a Coréia do Norte, um parceiro de diálogo, de 'posto avançado da tirania'", disse o Ministério, em um pronuciamento transmitido pela agência de notícias estatal KCNA.

A referência foi a uma recente declaração dada pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Logo após a notícia, Rice, que está em Luxemburgo, afirmou que a Coréia do Norte vai se isolar ainda mais da comunidade internacional com essa decisão.

O país asiático também anunciou pela primeira vez publicamente que produziu armas nucleares para fins de defesa.

"O governo vai tomar medidas para reforçar seu arsenal nuclear e assim proteger a ideologia, o sistema, a liberdade e a democracia do país", diz o pronunciamento.

'Hostil'

Esta é a afirmação pública mais explícita já realizada pelo governo norte-coreano de que o país possui armas nucleares. No passado, apenas funcionários do alto escalão haviam admitido a possibilidade de isso ser verdade em conversas sigilosas.

A discussão em torno do programa nuclear norte-coreano começou em 2002, quando os Estados Unidos acusaram o país de manter um esquema ilegal de enriquecimento de urânio.

Desde então, as duas nações já se encontraram três vezes para negociações – junto com representantes de China, Japão, Rússia e Coréia do Sul – mas não houve muitos progressos.

Um quarto encontro marcado para setembro foi cancelado pois a Coréia do Norte se recusou a comparecer, mencionando o que chamou de "política hostil" dos Estados Unidos em relação à reunião.

Discursos de Bush

A "raiva" da Coréia do Norte parece estar relacionada a uma série de importantes discursos recentemente realizados pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e outros altos representantes do governo americano.

"Está cada vez mais clara a intenção do segundo mandato de Bush de antagonizar, isolar e reprimir a Coréia do Norte a qualquer preço", diz o Ministério das Relações Exteriores no pronunciamento desta quinta-feira, mencionando os discursos de posse e do Estado da União do presidente americano.

Alguns observadores tinham a esperança de que o discurso do Estado da União, de Bush, pudesse aumentar as chances de as negociações avançarem, já que o presidente americano evitou criticar diretamente a Coréia do Norte.

Em 2002, em outro discurso do Estado da União, Bush disse que a Coréia do Norte, juntamente com o Iraque e o Irã, fazia parte de um "eixo do mal".

Japão

No pronunciamento desta quinta-feira, o governo norte-coreano também lançou fortes declarações contra o Japão, ao dizer que o país "persiste em exercer sua política hostil em relação à Coréia do Norte, seguindo a linha dos Estados Unidos".

Os norte-coreanos acusam o governo japonês de tentar impedir a normalização das relações fazendo falsas acusações sobre "a questão do desaparecimento" – uma disputa sobre japoneses desaparecidos que a Coréia do Norte admite ter seqüestrado entre os anos 70 e 80.

O governo norte-coreano diz que a questão "já está resolvida".

Apenas horas antes da divulgação do pronunciamento, John Bolton, o sub-secretário americano para o controle de armas e a segurança internacional, disse que o governo americano acredita que a Coréia do Norte continua produzindo armas nucleares.

"Qualquer que seja o estágio em que está o programa nuclear norte-coreano – e nós acreditamos que eles têm um – a falta de progresso nas recentes negociações significa que eles (os norte-coreanos) estão avançando com o programa", disse Bolton a repórteres durante a visita a Tóquio.

"O tempo não está do nosso lado", concluiu.

Especial EUA
As últimas notícias sobre o 2º mandato de Bush.
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