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Atualizado às: 05 de fevereiro, 2005 - 01h04 GMT (23h04 Brasília)
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Treinamento de tropas no Iraque está atrás do cronograma
Iraque
Muitos iraquianos querem a saída imediata das tropas estrangeiras do país
Um general americano no Iraque admitiu que os Estados Unidos não estão conseguindo treinar tropas iraquianas no ritmo que pretendiam por causa de "intimidação" dos rebeldes.

Encarregado pelo programa de treinamento, David Petraeus disse que a formação de uma força deiraquiana que seja capaz de assumir a segurança do país está "um pouco atrás do cronograma".

Segundo Petraues, 136 mil militares e policiais iraquianos foram treinados e equipados. Numa visita ao Iraque em outubro, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que esperava que 150 mil estivessem treinados até o fim de janeiro.

Ainda assim, a cifra de 136 mil é contestada por analistas independentes, que dizem que, até agora, poucos batalhões iraquianos têm a capacidade de operar de forma independente das forças lideradas pelos Estados Unidos.

O próprio general Petraues reconheceu que poucos dos 88 batalhões iraquianos que já estão na ativa operam com plena capacidade.

Sem números

"Nem todos (os batalhões) têm cada veículo ou item de equipamento necessário; poucos estão operando com plena capacidade e alguns estão ainda recebendo substitutos para os seus membros que morreram ou que foram perdidos devido à severa intimidação (a que estão sendo submetidos)", disse Petraeus.

De acordo com o correspondente da BBC no Pentágono, Adam Brookes, o general estava se referindo a episódios como mortes de soldados que estavam voltando de períodos de folga, que amedrontam os membros na ativa.

Petraeus, no entanto, não revelou quantos militares iraquianos desertaram por causa desse tipo de intimidação.

O correspondente da BBC disse que o plano dos Estados Unidos para o Iraque depende do sucesso no treinamento das forças do país, já que se espera que em breve os soldados iraquianos possam substituir por completo as forças estrangeiras na luta contra insurgentes, permitindo que as tropas estrangeiras deixem o Iraque.

Wolfowitz

Até o momento, Washington ainda não definiu uma data para a retirada completa das tropas, embora o presidente americano, George W. Bush, disse que isso poderá acontecer se o novo governo iraquiano pedir.

Nesta sexta-feira, o subsecretário de Defesa, Paul Wolfowitz, anunciou que o país deve retirar 15 mil soldados do Iraque a partir do mês que vem.

Wolfowitz disse ainda que o Iraque tem "um caminho muito difícil pela frente" e que os Estados Unidos vão manter 135 mil soldados no país neste ano.

Analistas dizem que o alto comparecimento às urnas na eleição de domingo, acompanhado de um nível de violência limitado, pode ter motivado a decisão.

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