|
Presidente do Iraque descarta saída imediata de tropas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente interino do Iraque, Ghazi Al-Yawar, rejeitou nesta terça-feira a possibilidade de retirada das tropas estrangeiras do país, até que as próprias tropas iraquianas estejam prontas para assumir responsabilidade completa pela segurança. "Seria um absurdo completo pedir às tropas que saiam nesse caos e nesse vácuo de poder", disse Al-Yawar. O presidente interino argumentou que tropas estrangeiras estão no Iraque a convite do governo, mas ele acrescentou: "No fim do ano, acredito que poderemos ver o começo da redução das tropas estrangeiras". Há cerca de 170 mil soldados estrangeiros no Iraque, dos quais 150 mil são americanos que lideraram a invasão que tirou Saddam Hussein do poder em março de 2003. Reconciliação O presidente iraquiano disse que as forças multinacionais cometeram "alguns erros", mas disse acreditar que "de forma geral foi positiva a contribuição das forças estrangeiras no Iraque". Al-Yawar, que é sunita, fez também um apelo pela reconciliação, indicando o interesse em buscar uma aproximação com os partidos sunitas radicais que boicotaram as eleições. Segundo ele, todos os partidos – exceto aqueles manchados pela insurgência que se espalhou pelo Iraque desde a derrubada de Saddam Hussein, em abril de 2003 – devem tomar parte em negociações depois das eleições. "Nós todos devemos nos envolver no diálogo e na reconciliação. Todos aqueles que não se envolveram com violência devem fazer parte do processo político", disse Al-Yawar. Al-Yawar afirmou ainda que não há lugar no Iraque para militantes estrangeiros, como os ligados à organização Al-Qaeda. Segundo ele, esses militantes deveriam deixar o Iraque e, conforme suas palavras, continuar sua guerra em seus próprios países. Perigo O governo americano já dissera que ainda há muito a ser feito antes de as forças iraquianas serem capazes de assumir a segurança do país. Para o ministro da Defesa do Iraque, Hazem Shaalan, a retirada seria "muito perigosa". "As forças americanas não podem deixar o Iraque agora. Eles vão sair quando a segurança estiver estabilizada e houver um Exército e uma Força Policial fortes", disse ele. A Comissão Eleitoral Independente do Iraque começou a contagem final de votos em Bagdá, transferindo os dados para computadores. Cerca de 200 funcionários eleitorais estavam computando os resultados na frente de jornalistas e observadores. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||