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Cerca de 60% dos iraquianos votaram, diz comissão eleitoral | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A comissão eleitoral do Iraque disse que o comparecimento às urnas durante as eleições de domingo foi estimado em cerca de 60% dos eleitores registrados - cerca de oito milhões de iraquianos votaram. O longo processo de apuração de votos das primeiras eleições multipartidárias no Iraque em 50 anos começou nesta segunda-feira, em muitos casos à luz de vela por causa dos apagões comuns no país. Segundo as Nações Unidas e a comissão eleitoral do Iraque, milhões de iraquianos compareceram às seções eleitorais para votar, apesar de ameaças de insurgentes. O líder de uma equipe internacional de observadores da eleição, Jean-Pierre Kingsley, disse que a votação, de maneira geral, atendeu a padrões internacionais, embora alguns alguns aspectos referentes à lei e à ordem precisassem ser melhorados. A equipe permaneceu na Jordânia, por razões de segurança. Bush O presidente americano George W. Bush cumprimentou os iraquianos pela "grande conquista histórica". "O povo iraquiano fez desta eleição um estrondoso sucesso", disse Bush. "Os iraquianos demonstraram um tipo de coragem que é sempre a fundação do auto-governo." O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, qualificou o pleito como um golpe contra o "terrorismo". O presidente da França Jacques Chirac disse que as eleições foram um "grande sucesso para a comunidade internacional", e um porta-voz do chanceler alemão Gerhard Schroeder disse que o alto índice de comparecimento às urnas mostrou que os iraquianos queriam assumir o controle de seu futuro. Os meios de comunicação oficiais na China manifestaram pessimismo com o que disseram ser uma votação maculada pela violência, e que a situação no país continua ruim. Uma das figuras religiosas mais influentes do Iraque, o líder xiita aiatolá Ali Al-Sistani, agradeceu aos iraquianos por irem votar. Sistani lamentou não ter podido votar porque nasceu no Irã. Sunita Os iraquianos formaram longas filas diante de várias seções eleitorais - alguns em cadeiras de rodas e de muletas. Muitos tiveram que andar muito até o posto eleitoral, já que a circulação de carros estava proibida em boa parte das cidades por razões de segurança. Em diversas áreas sunitas do país - onde a insurreição antiamericana tem sido mais forte - muitas seções eleitorais ficaram desertas. Os resultados oficiais deverão ser divulgados em cerca de duas semanas. Os candidatos eleitos vão escolher um novo presidente que vai indicar um primeiro-ministro e o governo de transição. A Assembléia Nacional eleita, com 275 cadeiras, também vai formular uma nova Constituição, prevista para ser submetida a referendo em outubro. Se for aprovada, serão realizadas novas eleições em dezembro de 2005 para um novo governo. |
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