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Atualizado às: 31 de janeiro, 2005 - 11h20 GMT (09h20 Brasília)
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Allawi diz que eleições no Iraque derrotaram 'terroristas'
Iraquianos começarão a contar votos
Os resultados oficiais estão previstos para daqui a duas semanas
O primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, disse nesta segunda-feira que as eleições de domingo derrotaram os insurgentes no Iraque.

"Os terroristas agora sabem que não podem vencer", disse Allawi, em seu primeiro pronunciamento depois das eleições.

O primeiro-ministro interino afirmou que o Iraque está entrando em uma nova fase de sua história e pediu que todos os iraquianos, de todas as comunidades, trabalhem juntos, deixando para trás as divisões do passado.

"Agora é uma hora adequada para trabalharmos juntos para que todo o mundo possa ver o potencial deste grande país", disse Allawi em entrevista coletiva na chamada Zona Verde - área na capital, Bagdá, onde ficam a representação americana e prédios do governo.

Allawi também prestou homenagem à coragem dos funcionários eleitorais envolvidos em organizar a votação.

Comparecimento

A comissão eleitoral do Iraque disse que o comparecimento às urnas durante as eleições foi estimado em cerca de 60% dos eleitores registrados - cerca de oito milhões de iraquianos votaram.

Mas o conselheiro eleitoral das Nações Unidas no Iraque, Carlos Valenzuela, disse à BBC que ainda é cedo para dar o número preciso de comparecimento às urnas.

"Ainda não temos o número exato de eleitores em nenhuma parte do Iraque. É mais fácil fazer prognósticos nas zonas do sul e do norte do país, que contaram com uma excelente participação. Nas zonas centrais é mais complicado porque a participação variou muito", disse Valenzuela.

Apuração

O longo processo de apuração de votos das primeiras eleições multipartidárias no Iraque em 50 anos começou nesta segunda-feira, em muitos casos à luz de velas por causa dos apagões comuns no país. Os resultados gerais devem ser conhecidos em duas semanas.

Segundo as Nações Unidas e a comissão eleitoral do Iraque, milhões de iraquianos compareceram às seções eleitorais para votar, apesar de ameaças de insurgentes.

O comparecimento foi menor entre a população sunita, que ou boicotou o pleito ou deixou de votar temendo ataques insurgentes.

Um diplomata americano, que não quis se identificar, disse a jornalistas que a participação sunita foi "consideravelmente mais baixa" do que a dos demais grupos. O diplomata também disse que, nas áreas mais violentas do Iraque, onde a resistência à ocupação americana é maior, o comparecimento às urnas foi baixo.

Apesar disso, Carlos Valenzuela disse que a participação sunita, de acordo com levantamentos iniciais, superou as expectativas. Ele citou a cidade de Mosul como exemplo, onde urnas extras tiveram que ser disponibilizadas devido à grande demanda.

O líder de uma equipe internacional de observadores da eleição, Jean-Pierre Kingsley, disse que a votação, de maneira geral, atendeu a padrões internacionais, embora alguns aspectos precisassem ser melhorados. A equipe permaneceu na Jordânia, por razões de segurança.

Bush

O presidente americano, George W. Bush, cumprimentou os iraquianos pela "grande conquista histórica".

"O povo iraquiano fez desta eleição um estrondoso sucesso", disse Bush. "Os iraquianos demonstraram um tipo de coragem que é sempre a fundação do auto-governo."

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, qualificou o pleito como um golpe contra o "terrorismo".

O presidente da França, Jacques Chirac, disse que as eleições foram um "grande sucesso para a comunidade internacional", e um porta-voz do chanceler alemão Gerhard Schroeder disse que o alto índice de comparecimento às urnas mostrou que os iraquianos queriam assumir o controle de seu futuro.

Mas os meios de comunicação oficiais na China manifestaram pessimismo com o que disseram ser uma votação marcada pela violência.

Agradecimento

Uma das figuras religiosas mais influentes do Iraque, o líder xiita aiatolá Ali Al-Sistani, agradeceu aos iraquianos por irem votar.

Sistani lamentou não ter podido votar porque nasceu no Irã.

Os resultados oficiais deverão ser divulgados em cerca de duas semanas.

Os candidatos eleitos vão escolher um novo presidente e dois vices, que vão indicar um primeiro-ministro que, por sua vez, nomeará os ministros do governo de transição.

A Assembléia Nacional eleita, com 275 cadeiras, também vai formular uma nova Constituição, prevista para ser submetida a referendo em outubro.

Se for aprovada, serão realizadas novas eleições em dezembro de 2005 para um novo governo.

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