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Atualizado às: 21 de janeiro, 2005 - 14h46 GMT (12h46 Brasília)
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Major britânico diz que 'aprovou tirar fotos' de presos
Suposto abuso de prisioneiro iraquiano por soldado britânico
O soldado Mark Cooley (na foto) nega as acusações
O oficial que comandava os três soldados britânicos acusados de abusar civis iraquianos disse que informou às tropas que podiam fotografar saqueadores capturados.

O major Dan Taylor disse à corte marcial em Osnabruck, na Alemanha, que julga o caso, que esperava que isto desencorajasse outros saqueadores na área.

A promotoria alega que os soldados foram muito mais longe do que o major Taylor ordenara ao fotografar simulação de sexo e violência envolvendo detidos.

Um soldado admitiu envolvimento em um caso de agressão mas os três réus negam outras acusações.

O major Taylor admitiu ter instruído seus oficiais de maior patente reunir os supostos saqueadores e "trabalhar bem neles".

O oficial afirmou que o plano era "reunir o maior número de homens que pudéssemos, trabalhar neles por uma hora ou mais e depois libertá-los".

A ordem, batizada de Operação Ali Babá, foi dada para pôr fim a "freqüentes saques" ao Campo Cesta de Pão, o campo com suprimentos que ele administrava perto de Basra, no sul do Iraque.

"Herói"

Um dos soldados britânicos acusados de abusar de civis no Iraque é um herói de guerra que estava obedecendo ordens, disse o advogado Joseph Giret, que defende o soldado Daniel Kenyon.

Giret disse que os oficiais no comando é que são culpados por supostos abusos, que ocorreram por volta de 15 de maio de 2003, semanas depois que as tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos derrubaram o regime do presidente iraquiano Saddam Hussein.

A ordem dada na Operação Ali Babá contraria a Convenção de Genebra, que dispõe sobre o tratamento de prisioneiros de guerra, segundo o advogado da promotoria, Nick Clapham.

Na quinta-feira, o juiz Michael Hunter, que preside o caso, pediu o fim de declarações públicas sobre a corte marcial para que os réus tenham um julgamento justo.

O apelo foi feito um dia depois que o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse no Parlamento que as fotos dos supostos abusos eram "chocantes".

O juiz disse que Blair tinha que responder a perguntas sobre o caso feitas por parlamentares, mas pediu "muito cuidado" no futuro para garantir um julgamento justo.

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