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Atualizado às: 19 de janeiro, 2005 - 14h37 GMT (12h37 Brasília)
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Problemas ambientais param construção de 26 usinas na China
Pequim
Economia chinesa está se desenvolvendo rapidamente
A China ordenou a suspensão da construção de 26 grandes usinas de produção de energia elétrica, inclusive duas na represa das Três Gargantas, por razões ambientais.

A iniciativa é surpreendente porque a China vem lutando para aumentar os recursos energéticos para sua economia em expansão. No ano passado, 24 províncias sofreram apagões.

O Departamento Estatal de Proteção Ambiental disse que os 26 projetos deixaram de fazer uma análise de impacto ambiental adequada.

No topo da lista está uma represa em uma área do rio Yangtzé considerada de grande beleza panorâmica.

"A construção destes projetos começou sem a aprovação do relatório de impacto ambiental...estes são típicos projetos ilegais de construção primeiro e aprovação depois", disse o vice-diretor do departamento, Pan Yue, em declaração no website da repartição.

Autorização adequada

Alguns dos projetos podem receber autorização para ser retomados, mas outros podem ser cancelados totalmente, disse Pan Yue.

No total, a agência ordenou a paralisação de 30 projetos. Entre eles estão uma fábrica de produtos petroquímicos e um porto em Fujian, mas a maioria da lista é composta de novas usinas geradoras de eletricidade.

As paralisações são, aparentemente, mais um passo do governo central na batalha para controlar projetos licenciados por autoridades locais. Mas iniciativas anteriores do tipo tendiam a se concentrar em projetos para os quais o governo alega ter uma capacidade suficiente, tais como siderurgia e a produção de cimento.

O governo encorajou a construção de novas instalações para a geração de eletricidade para resolver a crônica escassez de energia que forçou várias fábricas a funcionarem por meio-período no ano passado.

Em 2004, a China aumentou sua capacidade de gerar energia em 12,6%.

O maior projeto a ser suspenso é o da represa Xiluodi, programada para produzir 12.600 megawatts de eletricidade.

Ela está sendo construída em Jinshajiang ou "rio de areia dourada", como é conhecido segmento do rio Yangtzé.

Polêmica

A represa de Três Gargantas gerou polêmica na China, onde mais de meio milhão de pessoas foram realocadas para abrir caminho para sua construção.

A controvérsia também chegou ao exterior, onde grupos ambientais e de direitos humanos se manifestaram.

Segundo a China Review, publicada na Grã-Bretanha, em 2003, representantes do governo central ordenaram uma suspensão dos trabalhos no rio Nu, nas proximidades, que é parte de um local considerado patrimônio histórico pelas Nações Unidas. O local chamado "Três Rios Paralelos", que abrange o Yangtzé, Mekong e Nu (também conhecido como Salween).

Há notícia de que esta decisão foi tomada depois de protesto do governo da Tailândia sobre o impacto das represas, e de um documentário crítico feito por jornalistas chineses.

A escassez de energia na China influenciou os preços do petróleo, carvão e transporte marítimo no ano passado.

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