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ONU recebe US$ 717 mi em doações para vítimas do tsunami | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O coordenador da campanha de auxílio da ONU às vítimas do tsunami na Ásia, Jan Egeland, disse que a organização já recebeu US$ 717 milhões em doações internacionais. "Isso nunca tinha acontecido antes: nós, duas semanas após um desastre, temos 717 milhões de dólares que podemos gastar nas operações de emergência", disse Egeland em uma reunião de doadores em Genebra, na Suíca. Horas antes, Egeland havia pedido a aceleração da liberação dos recursos, alegando que a ONU só havia recebido até aquele momento 10% do dinheiro prometido. Os recursos disponíveis até esta terça-feira equivalem a 73% dos US$ 977 milhões que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia pedido para que fossem liberados o mais rápido possível a fim de atender às necessidades primárias dos sobreviventes nos próximos seis meses. "Ofertas generosas" Segundo Egeland, a julgar pelas "ofertas muito generosas", a ONU receberá 100% do valor pedido. O Japão deverá ser o maior doador, tendo prometido US$ 250 milhões. Metade desse valor já foi colocado à disposição da ONU e o restante deverá ser liberado nos próximos dias. Muitos países ainda estão aumentando a quantia a ser doada. No domingo, o Canadá aumentou sua ajuda de US$ 66 milhões para US$ 350 milhões. De acordo com os dados da ONU, foram oferecidos US$ 3,4 bilhões para a reconstrução e ações de emergência. Os 19 sócios do Clube de Paris deverão discutir nesta quarta-feira uma decisão de congelar as dívidas externas dos países mais afetados pelo tsunami. Regiões esquecidas O coordenador da ONU reiterou, no entanto, que outras regiões do mundo precisam de ajuda internacional e não podem deixar de receber recursos por causa da tragédia do tsunami. Ele destacou a situação na República Democrática do Congo, onde mil pessoas morrem por dia por causa do conflito civil ou de doenças previníveis. Segundo Egeland, em número de mortes, é como se o país sofresse um tsunami a cada cinco meses. O coordenador da ONU lembrou que apelos da ONU em nome do Congo atraem poucas doações. Os representantes dos 81 países presentes à reunião receberam uma lista de outras 14 regiões carentes no mundo, entre elas Darfur, no Sudão, e Chechênia, na Rússia. Auditoria A ONU anunciou que vai usar uma empresa de auditoria para impedir corrupção ou gastos desnecessários com o dinheiro arrecadado para as vítimas do tsunami na Ásia. A PricewaterhouseCoopers, empresa contratada para o serviço, promete estabelecer um sistema de controle financeiro para melhorar a transparência e monitorar qualquer abuso com os fundos arrecadados. As autoridades da ONU disseram que confiam nos mecanismos de controle já existentes, mas disseram que uma auditoria externa deve melhorar a sua capacidade de gastar o dinheiro de forma adequada. A decisão da ONU de usar uma auditoria externa ocorre depois que se descobriu uma malversação de milhões de dólares em seu programa de Petróleo por Comida no Iraque. Uma das maiores preucupações da entidade é assegurar que o dinheiro prometido chegue às pessoas que precisam nas regiões afetadas pelo maremoto. Segundo a agência de notícias France Presse, partes da Índia afetadas pelo tsunami – ilhas Andaman – registraram marés excepcionalmente altas nesta terça-feira, inudando regiões baixas. |
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