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Atualizado às: 09 de janeiro, 2005 - 02h27 GMT (00h27 Brasília)
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Sri Lanka nega a Annan acesso a áreas rebeldes
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, visitando sobreviventes do maremoto no Sri Lanka
O maremoto matou cerca de 30 mil no Sri Lanka, visitado por Kofi Annan
O governo do Sri Lanka não permitiu que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, visitasse algumas das áreas afetadas pelo maremoto de duas semanas atrás no nordeste do país devido à tensão entre rebeldes e tropas do governo na região.

Annan, que esteve no Sri Lanka neste sábado, foi convidado a visitar áreas sob o controle de rebeldes tâmeis, mas a visita não recebeu o aval do governo.

Embora tenha manifestado o interesse em visitar todas as áreas afetadas, Annan disse que era um convidado do governo e que eram as autoridades cingalesas as responsáveis pelo seu itinerário no país.

Ainda neste sábado, representantes da ONU manifestaram otimismo quanto à possibilidade de que nenhum dos sobreviventes do maremoto na Ásia morra de fome, por causa da agilidade no envio de comida às regiões afetadas.

ONGs

Jim Morris, diretor do Programa Mundial da Alimentação da ONU, disse ele espera que a ajuda chegue a quase todos os sobreviventes dentro dos próximos sete dias.

“Por meio de nossos parceiros, muitas ONGs, nós encontramos formas de levar a comida a todos os necessitados”, disse.

Segundo Morris, o Programa Mundial para a Alimentação está levando ajuda a 750 mil pessoas no Sri Lanka e a até 150 mil na Indonésia, principalmente na província de Aceh, a mais atingida.

“Esse número vai aumentar em 300 mil nestes dias e provavelmente em 400 mil nos próximos cinco ou seis dias.”

Mais de 150 mil pessoas morreram por causa do maremoto na região afetada, e a ONU vem advertindo que o número poderia aumentar por causa da falta de alimentos e de surtos de doenças.

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O trabalho de distribuição de alimentos continua nas regiões afetadas

Na Suécia, país de origem de centenas de turistas que morreram no maremoto, milhares de pessoas participaram neste sábado de um dia de eventos para lembrar as vítimas.

Cerimônias foram realizadas em catedrais e igrejas em todo o país.

Pelo menos 52 suecos tiveram morte confirmada na região afetada pelo tsunami, mas mais de 800 ainda estão desaparecidos.

Aceh

Em Banda Aceh, capital da província indonésia de Aceh, um tiroteio foi registrado perto da casa de um oficial da polícia local neste sábado.

Há informações de que a troca de tiros envolveu policiais e membros do Movimento Aceh Livre, que luta pela independência da região durante atingida pelo tsunami.

Por outro lado, uma autoridade local disse que os tiros foram disparados por um policial que ficou traumatizado com a destruição na região.

Não há relatos de vítimas no incidente, mas, segundo analistas, o ocorrido evidencia a preocupação com a segurança dos agentes humanitários que viajaram a Aceh – uma região que enfrenta há anos episódios de instabilidade – para ajudar as vítimas do maremoto.

Mais cedo, ainda neste sábado, sete pessoas teriam morrido em um confronto entre soldados e rebeldes em um vilarejo perto de Banda Aceh, apesar de um cessar-fogo estar oficialmente em vigor.

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