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Kofi Annan visita o Sri Lanka em meio a clima tenso | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, chegou neste sábado ao Sri Lanka e está visitando a área costeira do país, onde mais de 30 mil pessoas morreram devido ao maremoto há 13 dias. Ele visitou sobreviventes na cidade turística de Hambantota, antes de ser transportado para a cidade de Trincomalee, na costa leste. Uma visita às áreas controladas pelo grupo rebelde Tigres Tâmeis foi proibida pelo governo do Sri Lanka. A tensão entre o governo e os rebeldes está ameaçando a operação de ajuda no país. As autoridades do Sri Lanka insistem na presença de soldados em todos os acampamentos de pessoas desabrigadas, o que é visto pelos rebeldes como uma tática para intimidar a população tâmil. Os insurgentes também acusam o governo de não distribuir suprimentos para áreas sob o seu controle. O temor é de que as discordâncias entre governo e rebeldes possam atrapalhar o trabalho de ajuda as vítimas do tsunami. Indonésia Mais de 150 mil pessoas foram mortas pelo maremoto que atingiu vários países na região do Oceano Indico. A ONU afirmou que este número ainda pode aumentar pois muitos ainda estão desaparecidos e os sobreviventes estão ameçados por doenças e fome. O secretário-geral da ONU está visitando a região afetada pelo tsunami em companhia do presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn. Annan esteve primeiro na Indonésia. Em visita à província indonésia de Aceh, a mais afetada pelo terremoto que provocou as ondas gigantes, Kofi Annan disse estar chocado com o tamanho da tragédia. "Trata-se de um acontecimento trágico. Vimos milhas e milhas de costa destruída", disse ele na cidade de Meulaboh, após vistoriar a área de helicóptero.
G7 Na sexta-feira, o G7, grupo dos sete países países mais ricos do mundo, anunciou que aceita uma moratória na dívida dos países atingidos pelo tsunami. O acordo entre os países foi anunciado pelo ministro da Fazenda britânico, Gordon Brown, antes de um encontro do Clube de Paris, que representa os países credores, no dia 12 de janeiro. O acordo determina apenas o congelamento dos pagamentos da dívida, não o seu cancelamento. O G7 deve fazer também um apelo para que o Banco de Desenvolvimento da Ásia acelere a assistência aos países atingidos. "Nós não esperamos pagamentos da dívida até que o Banco Mundial e o FMI façam uma análise completa das necessidades de financiamento e reconstrução, reconhecendo que alguns países podem ser incapazes de fazer pagamentos", disse um comunicado do G7. |
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