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Powell pede união de governo e rebeldes no Sri Lanka | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Estado Americano, Colin Powell, pediu que o governo do Sri Lanka e os rebeldes tâmeis do país se unam para ajudar as vítimas do maremoto do mês passado. Em visita às vítimas do Sri Lanka, ele disse que "o espírito de cooperação após a tragédia poderia criar oportunidades para resolver antigos conflitos entre as duas partes". A correspondente da BBC Frances Harrison, entretanto, diz que o desastre deve acentuar as tensões entre os dois lados, que têm disputado o controle das operações de ajuda. As autoridades do Sri Lanka insistem na presença de soldados em todos os acampamentos de pessoas desabrigadas, o que é visto pelos rebeldes como uma tática para intimidar a população tâmil. Os insurgentes também acusam o governo de não distribuir suprimentos para áreas sob o seu controle. Powell deve se encontrar com a presidente Chandrika Kumaratunga e outras autoridades, mas ainda não está claro se ele aceitará um convite dos tigres tâmeis para uma reunião. Indonésia Um outro confronto entre grupos rebeldes e o governo da Indonésia também estaria atrapalhando as operações humanitárias no país. Soldados indonésios na província de Aceh dizem que o seu trabalho para ajudar as vítimas do tsunami está sendo prejudicado por ataques de rebeldes separatistas. Os rebeldes acusam o governo central de se aproveitar da tragédia para lançar ofensivas. Em visita à província indonésia de Aceh, a mais afetada pelo terremoto que provocou as ondas gigantes, o secretário geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse estar chocado com o tamanho da tragédia. Annan "Trata-se de um acontecimento trágico. Vimos milhas e milhas de costa destruída", disse ele na cidade de Meulaboh, após vistoriar a área de helicóptero. Muitas das vítimas de Meulaboh estão sendo atendidas em campos de refugiados improvisados. Outras comunidades da região ainda não receberam nenhuma ajuda. Segundo a ONU, as vítimas de Aceh estão sendo atendidas em cerca de 200 campos improvisados. Após pedido de agências de ajuda internacionais, o governo da Indonésia prometeu montar dezenas de campos que atendam os padrões internacionais de higiene. Um comandante militar em Meulaboh, o coronel Geerhan Lantara, disse que o local necessita de cerca de 1.000 barracas mas conta com apenas 50. Amputações O coordenador da campanha de auxílio da ONU, Jan Egeland, disse que as estimativas do governo indonesio de que o número de mortos ficariam em torno de 100 mil pessoas seriam conservadoras. "Não acho que estamos próximos de um número definitivo do número de mortos, desaparecidos ou seriamente afetados', disse ele. As péssimas condições de higiene dos sobreviventes também é uma ameaça. Médicos em Banda Aceh, a capital da província de Aceh, dizem que a contaminação dos ferimentos pode levar a amputações e este tipo de operações carregam seus próprios riscos. |
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