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Brasil envia missão à Ásia para avaliar ajuda às vítimas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma equipe com cerca de 20 especialistas de diversos órgãos do governo parte na noite desta sexta-feira para Medan, na Indonésia, junto com o terceiro carregamento de doações brasileiras para as vítimas do maremoto no sul da Ásia. A missão brasileira inclui funcionários dos ministérios da Saúde, da Defesa e das Relações Exteriores, além de integrantes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que coordena os esforços de ajuda à região. A função da equipe de especialistas, que retorna ao Brasil no dia 18, é avaliar as necessidades mais urgentes das áreas afetadas pelo tsunami e orientar as iniciativas do governo para ajudar as vítimas do maremoto. O avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que parte nesta sexta, transporta ainda sete toneladas de medicamentos doados pelo governo estadual de São Paulo e nove toneladas de água cedidas pela empresa Ambev. De acordo com o governo federal, as doações do Brasil à região atingida pelo maremoto já chegam a 92 toneladas. A primeira remessa de ajuda foi enviada no último dia 29 para a Tailândia. A segunda partiu no dia 3 para o Sri Lanka. Porta-aviões Na quinta-feira, depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e 49 embaixadores do Brasil no exterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a ampliação da ajuda às vítimas do tsunami. O governo brasileiro decidiu ainda que o ministro-chefe do GSI, general Jorge Armando Félix, vai representar o país em uma reunião da ONU, no próximo dia 11, na Suíça, com o objetivo de definir uma estratégia global de assistência humanitária aos países atingidos. Lula também discutiu com Amorim e o ministro da Defesa, José Alencar, a possibilidade de enviar um navio porta-aviões, com 1,2 mil membros das Forças Armadas, para auxiliar os trabalhos de ajuda. A decisão sobre o assunto só deve sair depois da volta da missão de especialistas enviada à região. Campanhas de doações O principal papel do governo na ajuda às vítimas do maremoto tem sido a coordenação do envio de suprimentos arrecadados em diversas campanhas lançadas no país. A maior dificuldade para os organizadores dessas campanhas é a distância em relação à área afetada pelo maremoto – o obstáculo é o elevado custo para o transporte dos donativos até o Sudeste Asiático. "Isso requer uma logística complexa de transporte", diz o cônsul do Sri Lanka no Rio de Janeiro, Sohaku Bastos. "O governo do Sri Lanka solicitou que se priorize os donativos em dinheiro na conta da embaixada em Brasília." O consulado e a embaixada do Sri Lanka têm coordenado uma das principais campanhas lançadas no Brasil. Os donativos de alimentos e medicamentos são recebidos pela embaixada do Sri Lanka, em parceria com batalhões da Polícia Militar e dos órgãos estaduais da Defesa Civil. Balanço A campanha S.O.S. Sri Lanka também conta com o apoio de organizações não-governamentais, como os movimentos Viva Rio e Ação da Cidadania. Os organizadores da iniciativa estimam que, apenas no Rio de Janeiro, cerca de 400 toneladas de donativos foram recebidas. O escritório brasileiro da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a Cruz Vermelha Brasileira (CVB) também abriram contas para receber doações de dinheiro destinadas à região atingida pelo maremoto. Até a tarde desta sexta-feira, a conta do Unicef Brasil já acumulava R$ 293 mil em depósitos. A Cruz Vermelha Brasileira também recebe doações de alimentos e remédios, em parceria com a Defesa Civil dos Estados onde atua. Além disso, a entidade calcula já ter arrecado, em conjunto com movimentos lançados por alguns bancos brasileiros, R$ 1 milhão. De acordo com balanço parcial da Defesa Civil de São Paulo, 70 toneladas de alimentos e 150 mil peças de roupas doadas às vítimas do tsunami foram recebidas pelo órgão. |
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