|
Bush se diz 'ansioso' para trabalhar com Abbas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que está "ansioso" para trabalhar com o novo presidente palestino, Mahmoud Abbas, para ajudar no avanço do processo de paz no Oriente Médio. Segundo Bush, o processo de paz é, juntamente com as eleições parlamentares, "essencial para o estabelecimento de um Estado palestino soberano, independente, viável, democrático e pacífico e que possa existir ao lado de um Israel seguro". Mas Bush afirmou que Abbas enfrenta problemas difíceis, incluindo a luta contra o que chamou de terrorismo, o combate à corrupção e a revitalização da economia palestina. Bush também fez um pedido para que Israel ajude a melhorar as condições econômicas e humanas dos palestinos e apelou para que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, continue com sua retirada dos assentamentos judaicos da Faixa de Gaza. A nova coalizão de Sharon com os trabalhistas deve tomar posse nesta segunda-feira, dando a ele a maoria parlamentar necessária para prosseguir com a retirada. Hamas Ao se declarar vitorioso, Abbas pediu que grupos militantes palestinos, que boicotaram as eleições, coloquem um fim à insurgência contra a ocupação israelense. Um representante do Hamas, Mahmoud Zahar, disse à BBC que o novo presidente não terá sucesso durante seu mandato porque "Israel não permitirá". Mas o Hamas disse que vai trabalhar com Abbas, apesar do boicote às eleições, e que a prioridade do novo governo deveria ser impedir mais ataques de Israel. Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, reiterou que Israel vê Abbas como uma pessoa com quem poderá negociar. Abbas disse que quer encontrar Sharon assim que possível. Autoridades israelenses dizem que Sharon está preparado para discutir assuntos de segurança, mas que as negociações de paz terão de esperar. O vice-premiê de Israel, Ehud Olmert, afirmou que o principal desafio de Abbas será agir contra os grupos militantes palestinos. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||