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Israel decreta estado de alerta em dia de eleições palestinas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As forças de segurança de Israel decretaram estado de alerta neste domingo, dia das eleições presidenciais palestinas. Segundo porta-vozes militares, existe o temor de que “grupos terroristas abusem do relaxamento do cerco as cidades palestinas, aproveitando para atacar alvos israelenses”. A polícia reforçou o esquema de segurança principalmente em Jerusalém, onde apenas seis mil, das dezenas de milhares de eleitores palestinos, receberam a autorização de Israel para votar. A votação em Jerusalém envolveu uma longa discussão entre o governo de Israel e a Autoridade Palestina, pois toca em um dos temas mais delicados do conflito entre os dois povos, que é a disputa sobre a soberania da cidade. Acordo No final, houve um acordo que um número simbólico de eleitores palestinos poderiam votar em agências dos correios em Jerusalém Oriental, mas a grande maioria dos eleitores terá que se deslocar para vilarejos fora da cidade, como Abu Dis e Azharia, para exercer seu direito de voto. Porém, mesmo os poucos eleitores de Jerusalém que teoricamente poderiam votar, não estão comparecendo as urnas. Perto das seis agências dos correios onde os eleitores podem entregar um envelope com a cédula, se vê mais observadores internacionais do que eleitores palestinos. Segundo analistas, os palestinos de Jerusalém tem receio de votar nas agências dos correios que são controladas por Israel, pois temem perder o direito de residir na cidade. Os palestinos de Jerusalém, diferentemente daqueles que moram na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, tem o status de residentes de Israel, e isso inclui o direito de circular livremente por todo o país e o direito a seguridade social. Este status foi outorgado aos palestinos de Jerusalém depois que a cidade foi anexada por Israel. Protesto Na manhã deste domingo, um grupo de ativistas da extrema-direita tentou impedir a realização da votação de palestinos em Jerusalém. O grupo se aproximou da principal agência dos correios na parte oriental da cidade, com cartazes protestando contra a realização das eleições. A policia afastou rapidamente o grupo do local. As últimas declarações dos dois lados não prometem um "mar-de-rosas" depois das eleições. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, declarou neste domingo que um dia após as eleições, Mahmoud Abbas (cuja vitória é considerada certa), terá que tomar uma decisão estratégica em relação aos grupos militantes palestinos. De acordo com o ministro, o líder palestino “deverá destruir a infra-estrutura dos grupos terroristas e parar o incitamento contra Israel, e apenas entendimentos ou um cessar-fogo não serão suficientes”. Porta-vozes palestinos declararam que “a retomada do diálogo com os israelenses deve incluir não só temas de segurança, como também negociações politicas”. Os porta-vozes palestinos também disseram que Israel deverá parar a construção nos assentamentos e concordar com um cessar-fogo “que seja bi-lateral". |
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