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Israel dificulta votação, dizem palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Palestinos afirmaram que as retrições à viagens e tráfego impostas por Israel estão dificultando os preparativos para a eleição presidencial da Autoridade Palestina neste domingo. Autoridades eleitorais pediram que a comunidade internacional pressione Israel para que seja permitido aos eleitores se moverem com maior facilidade pela região. Israel prometeu que não vai fazer incursões ou buscas durante o período de votação, mas manteve os postos de fiscalização. Cerca de dois milhões de pessoas devem votar neste domingo para escolher o substituto de Yasser Arafat, que morreu em novembro. O favorito na votação é Mahmoud Abbas, que lidera a principal facção política palestina, a Fatah. A campanha oficial foi encerrada e, segundo as pesquisas de opinião, Abbas lidera sobre seu adversário mais próximo, Mustafa Barghouti e outros cinco candidatos. O presidente interino, Rawhi Fattuh, anunciou que em 17 de julho os palestinos também terão uma eleição parlamentar. Tensão "Palestinos e seus carros estão sendo revistados nos bloqueios nas estradas. Isto não é o que chamamos de diminuição das retrições", disse o ministro do Gabinete de Governo da Autoridade Palestina, Saeb Erekat, à agência de notícias Reuters. O Exército de Israel mantém postos de fiscalização em muitas estradas da Cisjordânia e Faixa de Gaza, verificando documentos e controlando a entrada de pessoas e carros. O governo de Israel havia prometido que não iria realizar operações militares durante três dias, durante o período eleitoral, mas nunca prometeu retirar os postos de fiscalização. Um soldado israelense morreu e outros três ficaram feridos em um ataque a tiros, perto da cidade de Nablus, na Cisjordânia, na sexta-feira. O grupo militante palestino Brigada dos Mártires de Al-Aqsa assumiu a responsabilidade. Em outro episódio na manhã de sábado, um delegado de polícia palestino foi morto a tiros em um posto de fiscalização na Faixa de Gaza. A família de Mahmoud al-Farrah, de cerca de 60 anos, afirmou que ele estava esperando uma carona para o trabalho quando foi atingido por tiros vindos de uma torre de observação israelense. O Exército afirmou que ele estava se aproximando da zona de segurança armado com um rifle. Equipes de observadores internacionais, lideradas pelo ex-presidente americano Jmmy Carter e o ex-primeiro-ministro francês Michel Rocard, estão verificando postos de fiscalização para checar se as restrições ao trânsito foram diminuidas. |
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