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Aumenta o volume de ajuda para vítimas do maremoto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Aviões e navios carregando grande quantidade de ajuda humanitária chegaram neste sábado às regiões mais afetadas pelo maremoto no Oceano Índico, ocorrido em 26 de dezembro. A tragédia matou cerca de 125 mil pessoas. O porta-aviões Abraham Lincoln, dos Estados Unidos, aportou na ilha indonésia de Sumatra. Logo depois, três helicópteros americanos se dirigiram a Banda Aceh, a capital da província de Aceh, e a a área mais devastada pelos ondas gigantes. Mas segundo autoridades indonésias, ainda falta uma estrutura de distribuição para assegurar que a ajuda chegue às partes mais remotas do nordeste do país. Grande parte da infra-estrutura local foi destruída pelo maremoto. O governo da Indonésia nomeou neste sábado um gabinete ministerial único para coordenar os esforços de ajuda humanitária. Ainda neste sábado, um novo tremor de 6.5 nas escala Richter foi registrado perto do litoral norte de Sumatra. Uma porta-voz do instituto americano US Geological Survey disse que o terremoto ocorreu apenas a 300 km de Aceh, e não se espera que tenha causado nenhum dano grave. 'Sinais de vida' Segundo a ONU, o maremoto no Oceano Índico já pode ter matado 150 mil pessoas em pelo menos 11 países. O número oficial no entanto é de cerca de 125 mil vítimas fatais. A correspondente da BBC em Banda Aceh, Rachel Harvey, disse que seis dias após o maremoto, a área começa a dar sinais de vida. Mas segundo Harvey os desafios ainda são tremendos. O governo da Indonésia informou que o número de mortos no país já chega a 100 mil, mas uma cifra exata talvez jamais possa ser dada. Os corpos estão sendo enterrados rapidamente em valas comuns. Crítica O tremor de 9.0 na escala Richter atingiu gravemente o sudeste asiático e ainda partes do oeste da África. Comunidades e vilarejos inteiros foram varridos do mapa pela força de ondas gigantes, conhecidas como tsunami. Segundo o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, os esforços para ajudar os sobreviventes são "uma corrida contra o tempo". Annan se encontrou na sexta-feira com o secretário de Estado americano, Colin Powell, para discutir formas de acelerar a distribuição de suprimentos às vítimas.
Os Estados Unidos afirmaram que vão destinar US$ 350 milhões aos países afetados. Um valor 10 vezes mais alto do que o previamente anunciado. Após receber algumas críticas de que havia se "distanciado da tragédia", o governo americano já havia subido para US$ 35 milhões sua doação original. US$ 1 bilhão Um porta-voz da organização Médicos Sem Fronteiras disse que devastação não era uma palavra forte o suficiente para definir o que ela viu no norte da ilha indonésia de Sumatra, a região mais atingida pelo maremoto. Powell fará parte de uma delegação que o presidente americano, George W. Bush, vai enviar às áreas atingidas neste domingo. No total, mais de US$ 1 bilhão foram doados às vítimas, segundo a ONU. A ONU acredita que milhões de pessoas que sobreviveram ao tsunami estejam agora ameaçadas pelas condicões precárias, como falta de água potável, de alimentos e de abrigo. Acesso impossível Agências de ajuda dizem que pode demorar ainda mais alguns dias para que elas consigam ter acesso a essas áreas. No Sri Lanka, governo e rebeldes do grupo Tigres Tâmeis estão trabalhando juntos nas operações de resgate de forma inédita, segundo as agências humanitárias. Médicos dos dois lados estão atendendo os doentes e feridos e os Tigres Tâmeis disseram aceitar doações internacionais.
O Fundo de Alimentação da ONU (FAO) começou a distribuir refeições quentes para desabrigados no norte do país. O número oficial de mortos no país é de 28.505. Milhares de pessoas ainda estão desaparecidas. Infra-estrutura O governo indiano está transferindo os sobreviventes do maremoto das ilhas de Andaman e Nicobar para acampamentos. Mais de 7 mil sobreviventes foram levados de avião para instalações provisórias em Port Blair, capital regional.
Algumas pessoas acusam o governo de não distribuir ajuda dentro dos campos, dizendo que elas não teriam nada para comer nem beber se não fosse pela generosidade dos moradores da área. As autoridades indianas recusaram a ajuda estrangeira nas ilhas, alegando que poderiam fazer a distribuição sozinhas. Estima-se que 700 pessoas tenham morrido nas ilhas e outras oito mil no continente. A Indonésia anunciou ainda que vai ser a sede de um encontro internacional de doadores para a tragédia no dia 6 de janeiro. |
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