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Estados Unidos ampliam definição de tortura | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo dos Estados Unidos ampliou a sua definição legal do conceito de tortura nesta sexta-feira. A definição anterior, de agosto de 2002, dizia que tortura teria que incluir “dor intensa”. Essa “dor intensa” teria que ser semelhante à dor de ferimentos graves e poderia envolver conseqüências como falência de órgãos, debilitação de funções vitais ou morte. Agora, pela nova definição, sofrimento psicológico poderá ser considerado tortura em determinadas situações, e não há mais a necessidade de que a vítima sofra uma dor física tão intensa como era previsto anteriormente. A definição de 2002 vinha sendo atacada por grupos de direitos humanos e alguns políticos americanos, especialmente após os abusos contra prisioneiros iraquianos da prisão de Abu Ghraib se tornarem públicos. Os críticos alegavam que, do jeito que estava, a definição americana não seria eficaz para conter abusos contra os direitos humanos. Com as mudanças, os americanos passam a ter uma legislação semelhante à de instâncias internacionais. O documento também deixa de fazer qualquer referência a uma possível autoridade do presidente americano, no papel de comandante-chefe do país em tempos de guerra, de revogar as leis sobre tortura. |
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