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Americanos são julgados por tortura no Afeganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O FBI, a polícia federal americana, deve liberar uma série de documentos que poderá ser usada como prova para o caso de três americanos que estão sendo julgados no Afeganistão. Jonathan Idema, Brett Bennett e Edward Caraballo, além de outros quatro afegãos, são acusados de tortura, seqüestro e cárcere privado no Afeganistão, mas afirmam ter atuado em nome do governo dos Estados Unidos. De acordo com Andrew North, correspondente da BBC em Cabul, as autoridades americanas negam qualquer responsabilidade sobre as ações de todos os três. Idema, um ex-soldado do Exército americano, acusou o tribunal de "injustiça" nesta segunda-feira e alega não ter recebido cópias das acusações que ele responde. 'Missão oficial' Jonathan Idema disse ainda que a "missão" dele no Afeganistão foi aprovada pelo Pentágono, que, por sua vez, também nega essas informações. "Estávamos em contato direto por fax, e-mail e telefone com o escritório do secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, e com o vice-secretário de Defesa para inteligência", disse Idema. O réu, que se apresentou no tribunal vestindo uma farda cáqui no estilo militar, alega ter descoberto um plano sofisticado do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. De acordo com Idema, Bin Laden iria tentar assassinar importantes políticos afegãos como Yunus Qanuni, que concorre à presidência do país, e estaria articulando o ataque com caminhões-bomba a bases militares americanas e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Segundo Idema, o plano de Bin Laden era detonar uma nova guerra civil no Afeganistão. Bagram O acusado de tortura também afirma ter capturado e entregado às autoridades americanas da base de Bagram, em Cabul, um líder do alto escalão do regime Talebã em maio. As autoridades americanas e afegãs afirmam que os homens são "caçadores de recompensas". No entanto, um porta-voz americano admitiu que o Exército recebeu um afegão das mãos de Idema. Durante a audiência desta segunda-feira, o juiz do caso, Abdul Basset Bakhtiari, acusou Idema de estar tentando confundir o tribunal e pediu várias vezes para o americano "se ater à substância do caso". Bakhtiari disse que Idema ainda precisa responder duas questões fundamentais: por que ele entrou no Afeganistão e de quem recebeu a autoridade de prender e deter afegãos. O julgamento deve ser retomado na semana que vem. Se os três americanos forem considerados culpados, poderão ficar presos entre 16 e 20 anos. |
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