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Insegurança faz Médicos Sem Fronteiras deixar Afeganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A organização de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou que vai se retirar do Afeganistão por causa da morte de cinco de seus funcionários e do risco de mais ataques no país. A MSF emitiu nota dizendo que também não está satisfeita com um inquérito do governo sobre as mortes, ocorridas no dia 2 de junho. A declaração acusa as forças lideradas pelos Estados Unidos no Afeganistão de utilizarem a ajuda humanitária para seus "propósitos militares e políticos", mas não deu maiores detalhes sobre o assunto. Alguns especialistas dizem que a iniciativa do MSF poderá ser adotada também por outras organizações humanitárias no país. "Quase impossível" "O atual contexto está tornando a concessão de ajuda humanitária para o povo afegão quase impossível", disse a MSF. Essa é uma referência a um ataque no noroeste do Afeganistão em junho em que três europeus e dois afegãos que trabalhavam para a organização morreram, afirma o correspondente da BBC em Cabul, Andrew North. North acrescenta que a declaração também se refere ao fato de que trabalhadores de ajuda humanitária têm se tornado cada vez mais alvo da violência no país, o que nunca aconteceu durante os períodos mais intensos e combates entre facções no Afeganistão, na década de 90. A MSF, detentora de um prêmio Nobel, opera em algumas das regiões mais perigosas do mundo. A organização tem presença no Afeganistão há 24 anos. Ela mantém atualmente 80 funcionários estrangeiros e 1,4 mil afegãos que dão assistência humanitária independente ao país. |
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