|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Justiça local não protege mulheres afegãs, diz Anistia
O sofrimento das mulheres afegãs diminuiu pouco desde a queda do Talebã, de acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. Há quase dois anos, com o fim do regime fundamentalista imposto pelo Talebã, a vida das mulheres afegãs passou por muitas mudanças: milhares de jovens estão agora freqüentando escolas e muitas voltaram a trabalhar. No entanto, segundo relatório da Anistia, as mulheres afegãs – incluindo garotas com pouco mais de oito anos de idade – ainda são vítimas comuns de abusos, principalmente estupros, violência doméstica e casamentos forçados. De acordo com a Anistia Internacional, as mulheres afegãs não são protegidas pelo sistema judiciário, que a organização acusa de violar os direitos das mulheres, ao invés de protegê-los. Constituição O relatório foi publicado poucos dias depois da divulgação da proposta de uma nova Constituição afegã, aguardada por ativistas como um mecanismo para melhorar a maneira como as mulheres são tratadas no país. De acordo com Crispin Thorold, correspondente da BBC em Cabul, mesmo com a aprovação de novas leis de proteção a mulher, muitas pessoas no Afeganistão duvidam que as medidas serão colocadas em prática. A 'liberação' das mulheres afegãs foi uma das justificativas apontadas pelas forças militares lideradas pelos Estados Unidos na busca por apoio para a ofensiva que derrubou o Talebã. Relatos, no entanto, indicam que, desde o fim do conflito, a aplicação das leis no Afeganistão tem sido difícil e o novo governo liderado pelo presidente Hamid Karzai não tem conseguido manter a ordem fora da capital, Cabul. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||