|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Produção de ópio é metade do PIB afegão, diz FMI
A cultura do ópio começa a dominar a economia do Afeganistão, e já corresponde a praticamente à metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo alerta do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Existe um perigoso potencial de que o Afeganistão se torne progressivamente um 'narco-estado' onde as instituições legítimas são penetradas pelo poder e pela riqueza dos traficantes (de drogas)", disse o FMI. Atualmente, segundo o Fundo, o Afeganistão fornece 75% da produção de ópio mundial, avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões). Os dados constam de um relatório sobre o Afeganistão publicado pelo FMI durante sua reunião anual, que está sendo realizada em Dubai, no Golfo Pérsico. Diferença A economia oficial do Afeganistão - que não inclui ópio - está crescendo aceleradamente, atingindo uma taxa de expansão de 30% nos 12 meses terminados em março de 2003. Neste ano, o crescimento deve chegar a 20%. Se o comércio de ópio fosse incluído nas estatísticas oficiais, o FMI estima que representaria entre 40% e 60% do PIB do Afeganistão. Os agricultores afegãos podem faturar 38 vezes mais com a produção de ópio do que com a cultura do trigo. Ajuda Durante o encontro, o ministro de Finanças do Afeganistão, Ashraf Ghani, pediu mais ajuda a seu país durante a reunião em Dubai. Ghani alertou para a terrível deterioração da segurança no país e, disse que sem uma "infusão de urgência" no compromisso de cada um, o Afeganistão poderia facilmente se tornar um "país narco-mafioso". O FMI elogiou os esforços de reconstrução do governo afegão, dizendo que a nova moeda, um sistema bancário melhor e também melhora do sistema de arrecadação tributária tinham reforçado a economia. Mas a produção de ópio é uma "nuvem escura sobre o cenário", segundo Adam Bennet, chefe da missão do FMI no Afeganistão. Subestimado Ghani disse a autoridades do G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) e de países doadores de recursos que o custo de reconstruir seu país tinha sido subestimado. Segundo ele, o Afeganistão precisa de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões) em ajuda para reconstrução nos próximos cinco anos. Ghani disse que "os custos de um fracasso no Afeganistão vão atingir orçamentos em grandes países ocidentais em anos". O ministro disse também que seu país recebeu promessa de ajuda extra de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 3,6 bilhões) na reunião de Dubai. A maior parte dos recursos veio dos Estados Unidos. A União Européia aumentou sua ajuda em US$ 45 milhões (cerca de R$ 135 milhões) para ajudar na segurança. "A comunidade internacional não deve, por um momento sequer, perder o foco no Afeganistão", disse James Wolfensohn, presidente do Banco Mundial. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||