BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 22 de setembro, 2003 - 18h34 GMT (15h34 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Produção de ópio é metade do PIB afegão, diz FMI
papoula
Ópio produzido no país corresponde a 75% do total mundial

A cultura do ópio começa a dominar a economia do Afeganistão, e já corresponde a praticamente à metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo alerta do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Existe um perigoso potencial de que o Afeganistão se torne progressivamente um 'narco-estado' onde as instituições legítimas são penetradas pelo poder e pela riqueza dos traficantes (de drogas)", disse o FMI.

Atualmente, segundo o Fundo, o Afeganistão fornece 75% da produção de ópio mundial, avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões).

Os dados constam de um relatório sobre o Afeganistão publicado pelo FMI durante sua reunião anual, que está sendo realizada em Dubai, no Golfo Pérsico.

Diferença

A economia oficial do Afeganistão - que não inclui ópio - está crescendo aceleradamente, atingindo uma taxa de expansão de 30% nos 12 meses terminados em março de 2003.

Neste ano, o crescimento deve chegar a 20%.

Se o comércio de ópio fosse incluído nas estatísticas oficiais, o FMI estima que representaria entre 40% e 60% do PIB do Afeganistão.

Os agricultores afegãos podem faturar 38 vezes mais com a produção de ópio do que com a cultura do trigo.

Ajuda

Durante o encontro, o ministro de Finanças do Afeganistão, Ashraf Ghani, pediu mais ajuda a seu país durante a reunião em Dubai.

Ghani alertou para a terrível deterioração da segurança no país e, disse que sem uma "infusão de urgência" no compromisso de cada um, o Afeganistão poderia facilmente se tornar um "país narco-mafioso".

O FMI elogiou os esforços de reconstrução do governo afegão, dizendo que a nova moeda, um sistema bancário melhor e também melhora do sistema de arrecadação tributária tinham reforçado a economia.

Mas a produção de ópio é uma "nuvem escura sobre o cenário", segundo Adam Bennet, chefe da missão do FMI no Afeganistão.

Subestimado

Ghani disse a autoridades do G-7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) e de países doadores de recursos que o custo de reconstruir seu país tinha sido subestimado.

Segundo ele, o Afeganistão precisa de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões) em ajuda para reconstrução nos próximos cinco anos.

Ghani disse que "os custos de um fracasso no Afeganistão vão atingir orçamentos em grandes países ocidentais em anos".

O ministro disse também que seu país recebeu promessa de ajuda extra de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 3,6 bilhões) na reunião de Dubai.

A maior parte dos recursos veio dos Estados Unidos. A União Européia aumentou sua ajuda em US$ 45 milhões (cerca de R$ 135 milhões) para ajudar na segurança.

"A comunidade internacional não deve, por um momento sequer, perder o foco no Afeganistão", disse James Wolfensohn, presidente do Banco Mundial.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade