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Atualizado às: 21 de agosto, 2003 - 02h47 GMT (23h47 Brasília)
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Economia renasce à sombra do Talebã

Moradores de Kandahar
Moradores voltaram às ruas e comércio está aquecido

A cidade de Kandahar viu muitos anos de luta durante a guerra dos Mujahideen contra a ocupação soviética e, depois, na luta entre facções dos Mujahideen que destruíram a cidade.

O lugar ainda exibe cicatrizes de guerra, e muitos moradores não parecem estar muito preocupados com a tensão política atual.

Vastas áreas da cidade foram arrasadas na luta de facções dos anos 90, mas a reconstrução agora está começando.

Refugiados retornam do Paquistão e de outros lugares, casas foram reconstruídas, e novas lojas e negócios estão sendo abertos. As ruas estão cheias de bicicletas, motos e carros.

Esperança

Mohammed Ismail, que passou 23 anos no Paquistão como refugiado, voltou à sua cidade natal há dois anos e abriu uma loja de carpetes no movimentado bairro comercial de Herati Gate.

"O negócio vai bem", diz ele, "mesmo que tenha dado uma desacelerada desde a guerra no Iraque".

"Muitos dos estrangeiros que compram carpetes estão em Cabul ou no Paquistão temendo a segurança, mas não há perigo para os afegãos. A vida está melhorando, mais afegãos voltarão para casa e muitos deles estão muito ricos e vão trazer dinheiro", acredita o comerciante.

Um grande projeto que vai ajudar a melhorar a economia local é a reconstrução da principal estrada entre Kandahar e Cabul - esse é o projeto piloto de Washington para mostrar seus esforços de reconstrução e o presidente George W. Bush prometeu encerrar a obra no fim do ano.

A superfície da estrada ainda precisa de muito trabalho, mas as melhorias já feitas significam que uma viagem cheia de chacoalhos de dois dias já pode ser reduzida para outra empoeirada, mas controlável, de 12 horas.

Os antigos bazares em Kandahar são como uma cena da Idade Média com homens e garotos gerenciando pequenas lojas ou trabalhando como joalheiros e polidores.

Eles estão agrupados ao redor do monumento mais famoso da cidade, a cúpula azul do mausoléu de Ahmad Shah Durrani, o governante do século 17 que fundou o Afeganistão moderno.

Volte, Talebã

Perto está a mesquita que serve de sede de uma das relíquias mais sagradas do país.

Nas vilas mais conservadoras da província de Kahdahar, ainda há algum apoio para o Talebã.

Nos subúrbios a oeste da cidade, cresce uma montanha pontiaguda. Na vila próxima, conhecida como Kandahar Velha, Haji Mohammed se senta sob uma árvore para fugir do calor do meio-dia.

"Sim, nós gostaríamos de ter o Talebã de volta", diz ele. "Porque eles trouxeram a lei estrita e ordem - mas nós não o apoiaremos agora a não ser que ele possa vencer."

Entretanto, um homem da vila vizinha, deitado em uma loja de chá na beira da estrada, tem outra visão.

"Ninguém gosta do Talebã", diz ele. "Mas as pessoas estão com medo dele, ele só quer lutar. Estamos cansados de guerra - todo mundo só quer paz e segurança".

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