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Deputados dos EUA aprovam reforma da Inteligência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por maioria esmagadora, proposta para realizar amplas reformas dos serviços de inteligência do país recomendadas pela comissão bi-partidária que investigou os atentados de 11 de setembro de 2001. A legislação proposta, que deve ser aprovada pelo Senado nesta quarta-feira, cria o posto de diretor nacional de inteligência. O novo diretor deverá supervisionar o orçamento e o trabalho de 15 agências de segurança, inclusive da CIA e do FBI (a polícia federal americana). Também é previsto um reforço da segurança das fronteiras e um aumento dos poderes de agentes de inteligência para coletar informações. Os agentes poderão grampear telefones de pessoas suspeitas de envolvimento em "terrorismo" e será adotado equipamento mais eficiente para fiscalizar bagagens nos portos de entrada no país. Um número extra de cerca de 2.000 guardas de fronteira serão recrutados por ano nos próximos cinco anos. Apesar de receber o apoio do presidente George W. Bush e de familiares das vítimas dos atentados, a proposta sofreu oposição da velha guarda do Partido Republicano. Eles alegaram temer que a medida prejudicasse a capacidade do Pentágono de coletar informações. O presidente George W. Bush fez intenso lobby para buscar apoio de líderes republicanos no Congresso para a proposta. O senador democrata Jay Rockefeller, integrante da influente comissão de inteligência do Senado, recebeu bem a legislação proposta. Segundo ele, se ela existisse em 2001, "provavelmente tivéssemos uma chance de não passar pela terrível experiência que passamos no dia 11 de setembro". |
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