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Bush pede revisão das operações paramilitares da CIA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, determinou uma revisão dos procedimentos administrativos dentro do governo para determinar se as atividades paramilitares secretas conduzidas pela CIA (Agência de Inteligência Americana) devem passar a ser realizadas pelo Pentágono. A recomendação quanto à transferência das operações foi sugerida pela comissão de parlamentares que, neste ano, divulgou um amplo relatório sobre os fatos relacionados aos atentados de 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York. A diretiva de Bush pediria que a CIA e os Departamentos de Estado, de Justiça e de Defesa dêem um parecer sobre a mudança em 90 dias. De acordo com a rede de TV americana CNN, unidades paramilitares ligadas à CIA foram destacadas, por exemplo, para atuar nos primeiros estágios das guerras no Afeganistão e no Iraque e a operar disfarçadas dentro do Paquistão procurando pelo líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. Questão complexa Um funcionário do governo americano disse à agência de notícias Reuters que Bush pediu a esses órgãos que avaliem se as “operações paramilitares, atualmente sob controle da CIA, devem ser transferidas ao Departamento de Defesa”. O jornal The New York Times disse que a mesma revisão deve levar a uma conclusão sobre o possível papel que unidades militares especiais das forças armadas americanas devem ter nas missões hoje desempenhadas pelos paramilitares da CIA. Algumas unidades militares especiais já trabalhariam em conjunto com as forças da CIA em algumas missões. Mas, no momento, apenas os paramilitares ligados à agência de inteligência tem autorização presidencial para realizar missões delicadas infiltrados. Segundo analistas, os principais diretores da CIA e do Pentágono vêm tentando “esfriar” a idéia de dar às unidades militares especiais um papel maior nas operações paramilitares. “Como é uma questão complexa, nós queremos estudá-la mais à fundo com a comunidade de inteligência para melhor compreendê-la”, disse um porta-voz do Pentágono ouvido pela Reuters. “Nós não temos quaisquer soluções pré-determinadas ou preferidas. Nós estamos fazendo o estudo com a mente aberta”, completou. |
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