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Bush faz pressão pela reforma na inteligência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu ao Congresso que aprove o projeto para a reforma dos serviços de inteligência do páis. O projeto de lei foi feito com base nas investigações dos atentados de onze de setembro de 2001. A comissão parlamentar que averiguou os ataques comprovou várias falhas sistema, que deixaram os Estados Unidos vulneráveis aos atentados. No entanto, o projeto para a reforma está estancado no Congresso. "Ameaça terrorista" "Precisamos fazer tudo o que for necessário para enfrentar e derrotar a ameaça terrorista, e isso inclui a reforma da inteligência", disse Bush no seu pronunciamento semanal feito pelo rádio. O Partido Democrata respondeu dizendo que o Partido Republicano, do governo, é que está detendo o processo. Entre as recomendações feitas pela comissão bipartidária que investigou os atentados de 11 de setembro, existe a proposta da criação de um Diretor Nacional de Inteligência, que seria o responsável pela supervisão das quinze agências de espionagem americanas, e também a criação de um novo centro contra o terrorismo, além de mais poderes para prender aqueles que apóiam e treinam terroristas. O projeto de lei está parado no Congresso desde o mês passado, devido a rumores de que haveria uma disputa entre a Casa Branca e alguns políticos conservadores, que incluiriam até mesmo o Secretário de Defesa, Donald Rumsfeld. Orçamento De acordo com as propostas, o Pentágono, que hoje controla cerca de 80% do orçamento para inteligência (estimado em US$40 bi), teria que ceder parte da autoridade para o novo diretor. O deputado democrata de New Jersey, Bob Menendez, disse que o presidente precisa dizer ao seu partido que "não existe espaço para disputas políticas nesse assunto". "Ele precisa fazer com que os republicanos aprovem a lei agora", disse Menendez. O Congresso americano tem alguns poucos dias na semana que vem para aprovar a lei antes do recesso do final de ano. Caso o plano não seja aprovado, o assunto volta à estaca zero e a proposta terá que ser reescrita em 2005. Apesar do Partido Republicano ter a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, jornalistas dizem que, se a votação for convocada, a lei deve ser aprovada já que também conta com a aprovação dos democratas. |
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