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Fatah condena candidatura de líder palestino preso | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fatah, principal partido palestino, fez duras críticas ao líder Marwan Barghouti, por seu anúncio de que pretende participar da disputa para a escolha do sucessor de Yasser Arafat. Tayeb Abdelrahim, um porta-voz da Fatah, qualificou de "irresponsável" a intenção de Barghouti de concorrer à presidência da Autoridade Palestina. Como Barghouti está preso em Israel, a inscrição de sua candidatura foi feita por sua esposa, Fadwa Barghouti, poucas horas antes do prazo final para inscrever nomes na disputa. Foi ela também quem anunciou a candidatura. O anúnico deixa a disputa à presidência da Autoridade Palestina em aberto. Antes, tudo indicava que o líder interino da entidade, Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, venceria facilmente a eleição. 'Situação difícil' O negociador-chefe palestino Saeb Erekat disse que a decisão de Barghouti colocou o Fatah em uma situação difícil. "Pertenço ao mesmo partido que Abu Mazen e Marwan Barghouti. Nós indicamos Abu Mazen em nome do partido. Agora, Marwan decidiu participar desta eleição e pela lei nada o impede de participar. Marwan está na prisão, Abu Mazen é líder do Fatah, e nós estamos em uma difícil situação", afirmou Erekat. Barghouti vai concorrer como candidato independente contra Abbas, que disputará a eleição pelo Fatah. De acordo com o porta-voz Tayeb Abdelrahim, ao se candidatar como independente, Barghouti abriu mão de sua filiação ao Fatah. No início deste ano, um tribunal israelense condenou Barghouti à prisão perpétua por envolvimento em ataques nos quais israelenses foram mortos. Ele nega envolvimento em atentados. |
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