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Líder palestino preso vai concorrer à Presidência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um importante líder do movimento palestino Fatah, Marwan Barghouti, anunciou que vai concorrer ao cargo de presidente da Autoridade Palestina, contrariando uma declaração que ele próprio havia feito na semana passada. Barghouti está preso em uma prisão israelense, e a sua candidatura teria sido apresentada pela esposa dele, Fadwa, no último dia de inscrição. Considerado um dos mais carismáticos líderes palestinos, Barghouti chegou a anunciar que havia desisitido da eleição e a declarar apoio à candidatura do presidente interino da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Tanto Abbas como Barghouti pertencem ao partido político Fatah. Com Abbas sendo o candidato oficial do Fatah, Barghouti vai concorrer como independente. O Fatah foi liderado por Yasser Arafat até a sua morte, no começo de novembro. O partido chamou a atitude de Bhargouti de irresponsável, dizendo que ameaça a unidade do movimento. Possível racha O anúncio de Barghouti deverá reacender o debate sobre um possível racha na velha guarda do movimento, representado por Abbas, e a nova geração, que se identifica com Barghouti. O negociador palestino Saeb Erekat afirmou que a candidatura de Bhargouti coloca o Fatah em uma posição difícil. Acredita-se que Barghouti, de 45 anos, seja hoje o mais popular líder palestino. Ele é visto por muitos como um herói e uma grande figura na luta contra a ocupação israelense, de acordo com o correspondente da BBC na região. No entanto, ainda não está claro como ele governaria da prisão, caso fosse eleito. Barghouti foi condenado à prisão perpétua por Israel por envolvimento em ataques contra israelenses. Ele nega a acusação. |
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